Sauditas punem mulher estuprada
Jovem de 18 anos violentada por sete homens é condenada a seis meses de detenção e 200 chibatadas
Juízes censuraram encontro da vítima desacompanhada com homem em shopping; lei islâmica local adota segregação entre os sexos
DA REDAÇÃO
O local é Qatif, Arábia Saudita. O crime, o estupro de uma adolescente de 18 anos por sete homens há cerca de um ano e meio. O que despertou reações mundiais nos últimos dias, porém, é o resultado: a vítima foi condenada na semana passada por uma corte a seis meses de prisão e 200 chibatadas.
"Para o tribunal, [o estupro] foi culpa da garota e não teria acontecido se ela não tivesse ido se encontrar com um homem que não é seu parente", disse o advogado de defesa do caso, Abdulrahman al Lahim, ao jornal "Arab News".
O calvário da garota de Qatif, como a vítima ficou conhecida, começou em 2006, ao se encontrar com um conhecido em um shopping local. Segundo seu advogado, ela estava noiva e quis recuperar fotos antigas, "não comprometedoras", com o homem. No local, ambos foram seqüestrados por um grupo de sete homens e sofreram repetidos abusos. Ela conta que foi estuprada 14 vezes.
Em outubro de 2006, o caso foi levado a julgamento. Os sete acusados receberam sentenças de no máximo cinco anos de prisão -o que é considerado leve, já que o estupro pode ser punido com a morte na Arábia Saudita.
Segundo o ministro da Justiça do país, citado pelo jornal "Kwait Times", os sete não foram condenados à morte por "falta de testemunhas" e "ausência de confissões". Mas o tribunal não parou por aí: censurando a reunião sem supervisão entre as vítimas, eles foram condenados a 90 chibatadas.
A Arábia Saudita tem um sistema de cortes religiosas que seguem a lei islâmica (sharia), um código que não está escrito. Em muitos crimes, como estupro, as sentenças dependem da interpretação do juiz.
A garota recorreu e, mais de um ano depois, conseguiu que a pena dos estupradores fosse elevada para entre dois e nove anos de prisão. De novo, porém, ela própria foi punida: a corte mudou na última semana sua sentença para 200 chibatadas e seis meses de prisão.
Uma fonte da corte citada pelo "Arab News" afirmou que os juízes se irritaram pela tentativa da garota de "influenciar o Judiciário por meio da mídia". Antes da apelação, ela, seu marido e seu advogado buscaram apoio da imprensa para tentar reverter o castigo. O advogado de defesa, segundo Al Lahim afirmou à CNN, teve a licença profissional foi cassada.
Nesta semana, os pré-candidatos à Presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton, John Edwards e Joe Biden fizeram apelos pela reversão da sentença e criticaram o silêncio do governo americano. Apesar de dizer que o resultado do julgamento foi uma "surpresa", a Casa Branca não condenou explicitamente os sauditas, aliados que são os maiores exportadores de petróleo do mundo.
Grupos de direitos humanos, como o Human Rights Watch, também protestaram.
Dubai
A Justiça saudita não é a única a causar controvérsia recente no Ocidente com uma decisão sobre um crime sexual : nos Emirados Árabes Unidos, tidos como exemplo de modernidade no Oriente Médio, o caso de um adolescente francês de 15 anos violentado por três homens no banco de trás de um carro também virou manchete internacional.
A vítima, Alexandre Robert, sua família e diplomatas franceses dizem que, além de desencorajarem uma queixa, as autoridades de Dubai levantaram a possibilidade de processar o jovem por "atividade homossexual criminosa". Robert também levou meses para ser informado de que um de seus agressores é portador do HIV.
O país classifica a violação de homens como "homossexualidade forçada", geralmente punida com prisão por até dois anos, segundo o "New York Times". Robert ainda fará testes para excluir a contaminação por HIV. Ele deixou Dubai. O caso será julgado e, segundo a promotoria local, os dois acusados adultos poderão ser executados. O terceiro, adolescente, enfrenta uma corte juvenil.
Roberto Romano Moral e Ciência. A monstruosidade no sec. XVIII
Silence et Bruit. Roberto Romano
sexta-feira, novembro 23, 2007
No Blog Panorama, de Mario Araujo Filho, as agonias da ex-querda.
Jornal O NORTE
João Pessoa, Quinta-Feira, 22 de Novembro de 2007
Avenzoar deixa o PT e critica dirigentes
DESFILIAÇÃO Ex-deputado acusa o partido de não reservar mais espaço para
quem vive do trabalho e quem luta pelas causas sociais
Paulo de Pádua
padua@jornalonorte.com.br
"O Partido dos Trabalhadores da Paraíba não tem hoje mais espaço para quem vive do trabalho e luta pelas causas sociais. É um ambiente para quem vive de renda. Então, eu hoje estou a procura de um espaço que seja coerente". Foi o que declarou o ex-deputado federal Avenzoar Arruda que entregou no final da tarde de ontem sua carta de desfiliação dos quadros do PT.
Ele deixou claro que sua saída do PT não é um ato emocional, mas um ato racional, quevinha sendo avaliado, pensado e estudado há mais de dois anos. Avenzoar Arruda não poupou críticas a postura adotada pelos que comandam a legenda no Estado de não quererem apresentar candidatos, por exemplo, para concorrer a majoritária nas eleições do próximo ano.
O parlamentar disse não acreditar muito em partido que não se interessa em lançar candidaturas próprias em processos eleitorais. "Conheço mil exemplos de partidos que não conseguiram sobreviver e se acabaram por não apresentar candidatos nos principais municípios da Paraíba", desabafou ele. Avenzoar entende que a sociedade, de um modo geral, precisa fazer uma autocrítica do processo recente da esquerda.
Na carta de desfiliação entregue a Direção Estadual Avenzoar destaca, entre outras coisas, que "um socialista convicto tem muitas dificuldades em militar dentro de um partido que defende o capitalismo com algumas ressalvas". O ex-petista acredita que, agora, o PT ficará livre de um militante que insiste em incomodá-lo com idéias como igualdade social, método dialético, luta de classes, independência em relação aos partidos da classe dominante e outras tantas coisas incômodas ao senso comum partidário".
Avenzoar ressalta , no documento, que "também ficará livre, ao mesmo tempo, para agir de acordo com sua consciência, sem precisar justificar questões que o incomodam como, por exemplo, um terceiro mandato para Lula, uma nova reforma da previdência que reduz direitos, uma política econômica que preserve interesse do capital financeiro nacional e internacional e o apoio às forças políticas conservadoras em troca de espaços fisiológicos".
Na carta, ele lembra que sua "trajetória no PT foi sempre em defesa de um projeto independente para tentar tirar o povo da Paraíba de um atraso secular. O ex-deputado destaca, no entanto,"que isso não faz mais sentido para o partido". Ainda no documento, Avenzoar ressalta que "no PT de hoje não há mais espaços para quem não tenha condições financeiras de sustentar uma base mobilizável a qualquer tempo, a não ser para aqueles que aceitam essa situação como normal, democrática e digna para um militante, o que não é o meu caso".
SAIBA MAIS
Avenzoar Arruda não esconde o interesse de se filiar no PSOL. Ele comentou que sua filiação vai depender muito dos dirigentes e filiados da legenda. "O partido que eu apoio e simpatizo é o PSOL. Na próxima eleição estarei apoiando os seus candidatos", assegurou. O ex-deputado afirmou que ainda não definiu seu projeto político futuro e se pretende concorrer a algum cargo eletivo nas eleições de 2010. Ele assegurou na carta de desfiliação que "vai continuar nos movimentos sociais,
especialmente no movimento sindical, e que o ingresso em outro projeto de partido político, na sua concepção, é um instrumento fundamental, embora não único, do fazer político".
Avenzoar enfatiza, no documento, "que não reconhece mais o PT e que há, entre ele e o partido, uma incompatibilidade político-ideológica. O PT mudou e deixou de ser o partido que eu ajudei a fundar no Estado e que eu conheci", finalizou.
João Pessoa, Quinta-Feira, 22 de Novembro de 2007
Avenzoar deixa o PT e critica dirigentes
DESFILIAÇÃO Ex-deputado acusa o partido de não reservar mais espaço para
quem vive do trabalho e quem luta pelas causas sociais
Paulo de Pádua
padua@jornalonorte.com.br
"O Partido dos Trabalhadores da Paraíba não tem hoje mais espaço para quem vive do trabalho e luta pelas causas sociais. É um ambiente para quem vive de renda. Então, eu hoje estou a procura de um espaço que seja coerente". Foi o que declarou o ex-deputado federal Avenzoar Arruda que entregou no final da tarde de ontem sua carta de desfiliação dos quadros do PT.
Ele deixou claro que sua saída do PT não é um ato emocional, mas um ato racional, quevinha sendo avaliado, pensado e estudado há mais de dois anos. Avenzoar Arruda não poupou críticas a postura adotada pelos que comandam a legenda no Estado de não quererem apresentar candidatos, por exemplo, para concorrer a majoritária nas eleições do próximo ano.
O parlamentar disse não acreditar muito em partido que não se interessa em lançar candidaturas próprias em processos eleitorais. "Conheço mil exemplos de partidos que não conseguiram sobreviver e se acabaram por não apresentar candidatos nos principais municípios da Paraíba", desabafou ele. Avenzoar entende que a sociedade, de um modo geral, precisa fazer uma autocrítica do processo recente da esquerda.
Na carta de desfiliação entregue a Direção Estadual Avenzoar destaca, entre outras coisas, que "um socialista convicto tem muitas dificuldades em militar dentro de um partido que defende o capitalismo com algumas ressalvas". O ex-petista acredita que, agora, o PT ficará livre de um militante que insiste em incomodá-lo com idéias como igualdade social, método dialético, luta de classes, independência em relação aos partidos da classe dominante e outras tantas coisas incômodas ao senso comum partidário".
Avenzoar ressalta , no documento, que "também ficará livre, ao mesmo tempo, para agir de acordo com sua consciência, sem precisar justificar questões que o incomodam como, por exemplo, um terceiro mandato para Lula, uma nova reforma da previdência que reduz direitos, uma política econômica que preserve interesse do capital financeiro nacional e internacional e o apoio às forças políticas conservadoras em troca de espaços fisiológicos".
Na carta, ele lembra que sua "trajetória no PT foi sempre em defesa de um projeto independente para tentar tirar o povo da Paraíba de um atraso secular. O ex-deputado destaca, no entanto,"que isso não faz mais sentido para o partido". Ainda no documento, Avenzoar ressalta que "no PT de hoje não há mais espaços para quem não tenha condições financeiras de sustentar uma base mobilizável a qualquer tempo, a não ser para aqueles que aceitam essa situação como normal, democrática e digna para um militante, o que não é o meu caso".
SAIBA MAIS
Avenzoar Arruda não esconde o interesse de se filiar no PSOL. Ele comentou que sua filiação vai depender muito dos dirigentes e filiados da legenda. "O partido que eu apoio e simpatizo é o PSOL. Na próxima eleição estarei apoiando os seus candidatos", assegurou. O ex-deputado afirmou que ainda não definiu seu projeto político futuro e se pretende concorrer a algum cargo eletivo nas eleições de 2010. Ele assegurou na carta de desfiliação que "vai continuar nos movimentos sociais,
especialmente no movimento sindical, e que o ingresso em outro projeto de partido político, na sua concepção, é um instrumento fundamental, embora não único, do fazer político".
Avenzoar enfatiza, no documento, "que não reconhece mais o PT e que há, entre ele e o partido, uma incompatibilidade político-ideológica. O PT mudou e deixou de ser o partido que eu ajudei a fundar no Estado e que eu conheci", finalizou.
quinta-feira, novembro 22, 2007
quarta-feira, novembro 21, 2007
Golpes e poder eterno
Correio Popular de Campinas
21/11/2007
Roberto Romano
Golpes e poder eterno
Debates sobre eleições e plebiscitos, não raro, impedem a reflexão acurada sobre a ordem institucional. O maior dilema dos regimes políticos reside no estatuto das minorias. Mesmo os absolutistas e totalitários enfrentaram a dificuldade. A minoria de hoje pode se transformar na maioria de amanhã. Se os vencidos forem tratados de maneira injusta, não apenas eles, mas a sociedade toda é violentada. As tiranias negam o direito público na exata medida em que arrancam as prerrogativas dos núcleos minoritários. Governos justos respeitam a vida, a segurança, as idéias dos divergentes. Sem o direito de oposição, o regime democrático perde a alma livre que o caracteriza. Nenhum ensaio democrático sobreviveu após golpear as forças renitentes aos governos hegemônicos. Foi assim na Revolução inglesa e a ditadura de Cromwell, na Revolução francesa e os jacobinos, na Revolução norte-america e o descarte dos que seguiam Thomas Paine e outros, na Revolução russa e a expulsão dos trotskistas.
A crônica dos fracassos chega a ser monótona, quando se examina o Estado democrático reduzido à ditadura de uma facção. Os revolucionários ingleses que discordavam do Lord Protetor foram enviados para a Irlanda, afim de aumentar o poderio de seu país e morrer. Os girondinos, acusados de traição pelos “virtuosos”, foram cortados pela guilhotina. Como resultado, os próprios jacobinos tiveram a mesma sorte. A oposição inspirada em Thomas Paine foi ignorada na letra e no espírito da Constituição. E sofreu o país inteiro, quando as contas foram cobradas na Guerra Civil, cujas feridas ainda brotam sob o tecido das leis norte-americanas. Na Rússia, a virulência ditatorial - com os desvios políticos, ideológicos, jurídicos e científicos - gerou campos de concentração e a queda final da URSS, substituída pelas máfias, saídas do ventre imundo da KGB, com as bênçãos de Boris Yeltsin. Também é preciso refletir sobre os nazistas e fascistas que, no governo, mantiveram a forma das leis, mas as torceram para garantir o mando perene (o “Reich de mil anos”) e aniquilar toda oposição.
Eleições seriam o correto retrato da vontade social? A resposta é incerta. As causas desta dúvida encontram-se em muitos fatores. Durante as eleições, quem exerce o poder não quer e não pode abandoná-lo. Daí, a busca de fórmulas razoavelmente legais para equacionar o problema. Caso não surjam tais meios, vem a escala de violência que usa golpes de Estado, brancos e sangrentos. Os tiranos modernos legitimam com plebiscitos sua perpetuação nos cargos. E o resultado é geralmente favorável a eles, visto que dispõem de propaganda em quantidade superior à dos opositores. Os tiranos populistas, em plebiscito, ostentam aprovação que beira os 100% da massa popular. Outro item os favorece: o escrutínio a ser definido. O critério da maioria absoluta é aparentemente o mais correto. Mas ele é herança teológica na ordem civil. Durante séculos “a Igreja foi a única instituição ocidental a conhecer e praticar eleições livres e regulares e respeitou a consulta aos governados”. (L. Moulin, Les origines religieuses des techniques électorales et déliberations modernes, Revue internationale d´Histoire politique et constitutionnelle, in F. Bon, Les elections en France, Paris, Seuil, 1978). Comenta F. Dagognet: “Esta fonte eclesial inspirou a preferência pela maioria de dois terços que subsiste em alguns regulamentos; sem a unanimidade sonhada e moralmente exigida, se deseja a margem mais ampla, pois ela consolida o resultado”. (Élection in Philosophie de l´Image, Paris, Vrin, 1984, p 188).
Quem é aprovado pela maioria absoluta, pode se canditar ao cargo do Eterno (voz populi, vox Dei). É o que desejam todos os poderosos, indicados por E. Canetti como “os sobreviventes”. E contra Deus, nenhuma oposição pode ser mantida sem que os seus líderes sofram o destino de Lúcifer, a expulsão para o inferno do exílio, torturas, prisões etc. Hoje se prepara um golpe no País. Os seus fabricantes (e futuras vítimas) pensem nos resultados. Voltarei ao tema nos próximos artigos.
21/11/2007
Roberto Romano
Golpes e poder eterno
Debates sobre eleições e plebiscitos, não raro, impedem a reflexão acurada sobre a ordem institucional. O maior dilema dos regimes políticos reside no estatuto das minorias. Mesmo os absolutistas e totalitários enfrentaram a dificuldade. A minoria de hoje pode se transformar na maioria de amanhã. Se os vencidos forem tratados de maneira injusta, não apenas eles, mas a sociedade toda é violentada. As tiranias negam o direito público na exata medida em que arrancam as prerrogativas dos núcleos minoritários. Governos justos respeitam a vida, a segurança, as idéias dos divergentes. Sem o direito de oposição, o regime democrático perde a alma livre que o caracteriza. Nenhum ensaio democrático sobreviveu após golpear as forças renitentes aos governos hegemônicos. Foi assim na Revolução inglesa e a ditadura de Cromwell, na Revolução francesa e os jacobinos, na Revolução norte-america e o descarte dos que seguiam Thomas Paine e outros, na Revolução russa e a expulsão dos trotskistas.
A crônica dos fracassos chega a ser monótona, quando se examina o Estado democrático reduzido à ditadura de uma facção. Os revolucionários ingleses que discordavam do Lord Protetor foram enviados para a Irlanda, afim de aumentar o poderio de seu país e morrer. Os girondinos, acusados de traição pelos “virtuosos”, foram cortados pela guilhotina. Como resultado, os próprios jacobinos tiveram a mesma sorte. A oposição inspirada em Thomas Paine foi ignorada na letra e no espírito da Constituição. E sofreu o país inteiro, quando as contas foram cobradas na Guerra Civil, cujas feridas ainda brotam sob o tecido das leis norte-americanas. Na Rússia, a virulência ditatorial - com os desvios políticos, ideológicos, jurídicos e científicos - gerou campos de concentração e a queda final da URSS, substituída pelas máfias, saídas do ventre imundo da KGB, com as bênçãos de Boris Yeltsin. Também é preciso refletir sobre os nazistas e fascistas que, no governo, mantiveram a forma das leis, mas as torceram para garantir o mando perene (o “Reich de mil anos”) e aniquilar toda oposição.
Eleições seriam o correto retrato da vontade social? A resposta é incerta. As causas desta dúvida encontram-se em muitos fatores. Durante as eleições, quem exerce o poder não quer e não pode abandoná-lo. Daí, a busca de fórmulas razoavelmente legais para equacionar o problema. Caso não surjam tais meios, vem a escala de violência que usa golpes de Estado, brancos e sangrentos. Os tiranos modernos legitimam com plebiscitos sua perpetuação nos cargos. E o resultado é geralmente favorável a eles, visto que dispõem de propaganda em quantidade superior à dos opositores. Os tiranos populistas, em plebiscito, ostentam aprovação que beira os 100% da massa popular. Outro item os favorece: o escrutínio a ser definido. O critério da maioria absoluta é aparentemente o mais correto. Mas ele é herança teológica na ordem civil. Durante séculos “a Igreja foi a única instituição ocidental a conhecer e praticar eleições livres e regulares e respeitou a consulta aos governados”. (L. Moulin, Les origines religieuses des techniques électorales et déliberations modernes, Revue internationale d´Histoire politique et constitutionnelle, in F. Bon, Les elections en France, Paris, Seuil, 1978). Comenta F. Dagognet: “Esta fonte eclesial inspirou a preferência pela maioria de dois terços que subsiste em alguns regulamentos; sem a unanimidade sonhada e moralmente exigida, se deseja a margem mais ampla, pois ela consolida o resultado”. (Élection in Philosophie de l´Image, Paris, Vrin, 1984, p 188).
Quem é aprovado pela maioria absoluta, pode se canditar ao cargo do Eterno (voz populi, vox Dei). É o que desejam todos os poderosos, indicados por E. Canetti como “os sobreviventes”. E contra Deus, nenhuma oposição pode ser mantida sem que os seus líderes sofram o destino de Lúcifer, a expulsão para o inferno do exílio, torturas, prisões etc. Hoje se prepara um golpe no País. Os seus fabricantes (e futuras vítimas) pensem nos resultados. Voltarei ao tema nos próximos artigos.
terça-feira, novembro 20, 2007
COMUNICADO DA B nai B rith sobre outorga de medalha.
B´nai B´Rith Press Especial.
10 de Kislev 5768 20 de Novembro de 2007
B' nai B' rith outorga Medalha de Direitos Humanos
ao Prof. Dr. Roberto Romano, ao celebrar 75 anos
de atuação, dia 1º. de dezembro de 2007
A B´nai B´rith do Brasil decidiu outorgar a Medalha de Direitos Humanos 2007 ao Prof. Dr. Roberto Romano, pelo reconhecido desempenho e sensibilidade como cidadão na defesa da Ética, da Democracia e dos Direitos Humanos.
A solenidade será no dia 1 de dezembro, às 20h30, no marco das comemorações dos 75 anos de existência da B´nai B´rith no País, durante a 18º. Convenção Nacional da entidade em sua sede em São Paulo.
O evento contará com a presença do Presidente da B´nai B´rith Internacional, Moishe Smith, do Vice-Presidente executivo Dan Mariaschin e do Diretor da BB Latino-Americana Eduardo Kohn, e dos co-presidentes da B´nai B´rith do Brasil Abraham Goldstein e Francisco Gotthilf, e será seguido de jantar comemorativo.
Livre docente adjunto e professor titular da Unicamp, o Prof. Dr. Roberto Romano doutorou-se pela Escola de Altos Estudos Sociais de Paris, em 1978. Leciona História da Filosofia Moderna na graduação e Ética e Filosofia na pós-graduação do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. Assessor do CNPq, Capes, Fapesp, entre outros, coordenou a Frente Nacional em Defesa da Ciência e Tecnologia e foi diretor Associado da Faculdade de Educação da Unicamp.
Presidiu a Comissão de Perícias da Unicamp, no período em que solucionou, de modo positivo, a questão das "Ossadas de Perus". Com cinco livros publicados e participação em vários outros, como colaborador, é autor de inúmeros artigos em revistas especializadas e jornais do País, e profere conferências e palestras no País e no Exterior sobre Ética, Democracia, Direitos Humanos e na defesa do Ensino Público.
Foi distinguido em 2000, pela `Associação Juízes para a Democracia`, como defensor dos direitos humanos no Brasil.
`... no meu trabalho em Filosofia, sempre insiro a estética e a política... para mim, a estética, a política e a ética têm de ser vistas sob o prisma da beleza e da verdade`, afirma no livro Conservadorismo Romântico.
`Outorgar a medalha ao Prof. Roberto Romano é antes de tudo, ao reconhecer o valor do seu trabalho, relembrar a todos o quanto a ética e a moral e a democracia, em todas as organizações, entidades e atividades de nossa sociedade, são fatores importantes e básicos para o estabelecimento de uma sociedade justa e ao sê-lo respeitará e praticará naturalmente os Direitos Humanos para e com todos`, reforça o Presidente da B‚nai B‚rith do Brasil Abraham Goldstein.
Medalha de Direitos Humanos foi entregue a: FEB,
Dra.Zilda Arns,Paulo Paim, Ibsen Pinheiro e Mauricio Correa
Instituída em 1967, a`Medalha Nacional de Direitos Humanos` destina-se a homenagear personalidades que se destacaram no campo da promoção e defesa dos `Direitos Humanos` na vida pública brasileira. O Prof. Dr. Roberto Romano vem se juntar aos agraciados em anos anteriores como a Força Expedicionária Brasileira, Profª Ruth Cardoso pela instituição do programa Comunidade Solidária; Dra. Zilda Arns Neumann - Pastoral da Criança, Deputado Federal Paulo Paim, Dr. Ibsen Valls Pinheiro, Secretário Estadual da Comunicação Social do RS, ambos pela ação nas leis contra o anti-semitismo, e em 2005, ao Ministro e Presidente do Supremo Tribunal Federal Dr. Mauricio Correa.
Representado em uma das faces da Medalha, o candelabro de sete braços - a MENORÁ - o mais antigo símbolo do judaísmo levado posteriormente para o primeiro Templo erigido para o culto de Deus em Jerusalém - representa para a B‚nai B‚rith a missão de difundir e desenvolver a Luz, a Justiça e a Paz, com Beneficência, Fraternidade e Harmonia, sob o manto incontestável da Verdade.
Edição : Lia Bergmann - Assessora de Direitos Humanos e Comunicações da B´nai B´rith do Brasil
10 de Kislev 5768 20 de Novembro de 2007
B' nai B' rith outorga Medalha de Direitos Humanos
ao Prof. Dr. Roberto Romano, ao celebrar 75 anos
de atuação, dia 1º. de dezembro de 2007
A B´nai B´rith do Brasil decidiu outorgar a Medalha de Direitos Humanos 2007 ao Prof. Dr. Roberto Romano, pelo reconhecido desempenho e sensibilidade como cidadão na defesa da Ética, da Democracia e dos Direitos Humanos.
A solenidade será no dia 1 de dezembro, às 20h30, no marco das comemorações dos 75 anos de existência da B´nai B´rith no País, durante a 18º. Convenção Nacional da entidade em sua sede em São Paulo.
O evento contará com a presença do Presidente da B´nai B´rith Internacional, Moishe Smith, do Vice-Presidente executivo Dan Mariaschin e do Diretor da BB Latino-Americana Eduardo Kohn, e dos co-presidentes da B´nai B´rith do Brasil Abraham Goldstein e Francisco Gotthilf, e será seguido de jantar comemorativo.
Livre docente adjunto e professor titular da Unicamp, o Prof. Dr. Roberto Romano doutorou-se pela Escola de Altos Estudos Sociais de Paris, em 1978. Leciona História da Filosofia Moderna na graduação e Ética e Filosofia na pós-graduação do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. Assessor do CNPq, Capes, Fapesp, entre outros, coordenou a Frente Nacional em Defesa da Ciência e Tecnologia e foi diretor Associado da Faculdade de Educação da Unicamp.
Presidiu a Comissão de Perícias da Unicamp, no período em que solucionou, de modo positivo, a questão das "Ossadas de Perus". Com cinco livros publicados e participação em vários outros, como colaborador, é autor de inúmeros artigos em revistas especializadas e jornais do País, e profere conferências e palestras no País e no Exterior sobre Ética, Democracia, Direitos Humanos e na defesa do Ensino Público.
Foi distinguido em 2000, pela `Associação Juízes para a Democracia`, como defensor dos direitos humanos no Brasil.
`... no meu trabalho em Filosofia, sempre insiro a estética e a política... para mim, a estética, a política e a ética têm de ser vistas sob o prisma da beleza e da verdade`, afirma no livro Conservadorismo Romântico.
`Outorgar a medalha ao Prof. Roberto Romano é antes de tudo, ao reconhecer o valor do seu trabalho, relembrar a todos o quanto a ética e a moral e a democracia, em todas as organizações, entidades e atividades de nossa sociedade, são fatores importantes e básicos para o estabelecimento de uma sociedade justa e ao sê-lo respeitará e praticará naturalmente os Direitos Humanos para e com todos`, reforça o Presidente da B‚nai B‚rith do Brasil Abraham Goldstein.
Medalha de Direitos Humanos foi entregue a: FEB,
Dra.Zilda Arns,Paulo Paim, Ibsen Pinheiro e Mauricio Correa
Instituída em 1967, a`Medalha Nacional de Direitos Humanos` destina-se a homenagear personalidades que se destacaram no campo da promoção e defesa dos `Direitos Humanos` na vida pública brasileira. O Prof. Dr. Roberto Romano vem se juntar aos agraciados em anos anteriores como a Força Expedicionária Brasileira, Profª Ruth Cardoso pela instituição do programa Comunidade Solidária; Dra. Zilda Arns Neumann - Pastoral da Criança, Deputado Federal Paulo Paim, Dr. Ibsen Valls Pinheiro, Secretário Estadual da Comunicação Social do RS, ambos pela ação nas leis contra o anti-semitismo, e em 2005, ao Ministro e Presidente do Supremo Tribunal Federal Dr. Mauricio Correa.
Representado em uma das faces da Medalha, o candelabro de sete braços - a MENORÁ - o mais antigo símbolo do judaísmo levado posteriormente para o primeiro Templo erigido para o culto de Deus em Jerusalém - representa para a B‚nai B‚rith a missão de difundir e desenvolver a Luz, a Justiça e a Paz, com Beneficência, Fraternidade e Harmonia, sob o manto incontestável da Verdade.
Edição : Lia Bergmann - Assessora de Direitos Humanos e Comunicações da B´nai B´rith do Brasil
segunda-feira, novembro 19, 2007
COMUNICADO AOS AMIGOS, COM ALEGRIA RECEBEREI A MEDALHA.

Obrigado Roque Sponholz! "Amigo é coisa pra se guardar, debaixo de sete chaves dentro do coração..."
Um abraço!
Roberto
B´nai B ´rith
COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS
PROFESSOR ROBERTO ROMANO- UNICAMP
“MEDALHA DE DIREITOS HUMANOS” DA B’NAI B’RITH DO BRASIL - 2007
A B’nai B’rith, que significa Filhos da Aliança, fundada há 164 anos e presente no Brasil há 75, é a mais antiga e maior entidade judaica internacional que promove, educa e trabalha politicamente pelos Direitos Humanos. Temos presença em 54 países, assento permanente, como Organização Não Governamental na ONU, na Organização dos Estados Americanos, na Comunidade Européia e no Mercosul. Nestas Organizações participamos ativamente, lutando pela adoção de políticas e resoluções que apóiem as minorias em seus direitos e deveres no convívio social, incluindo a integração do Estado de Israel no contexto das Nações, procurando caminhos e alternativas sadias que conduzam à Paz na região.
O objetivo é um mundo melhor, mais eqüitativo e mais justo para todos, através de uma atuação política não partidária. Composta por voluntários atua nas áreas de saúde, educação e bem-estar social, através do trabalho conjunto com diversos setores da sociedade. B´nai B´rith significa Filhos da Aliança. Na Aliança entre o homem e seu Criador está inserida a mensagem do monoteísmo ético, e sua missão é disseminar a Paz e a Justiça Social.
Instituída pela B’nai B’rith em 1967 e idealizada pelo consagrado artista e arquiteto LIVIO LEVI, A “Medalha de Direitos Humanos” da B’nai B’rith do Brasil, destina-se a homenagear personalidades de destaque na vida brasileira que, no decorrer do período que entremeia as Convenções Nacionais desta entidade, tenham tido uma atuação destacada no campo da promoção e defesa dos “Direitos do Homem”.
Concedida pela primeira vez em 1967, ao jornalista Júlio Mesquita Filho, a Medalha de Direitos Humanos foi conferida em anos subseqüentes ao poeta Castro Alves (in memorian); à FUNAI, na pessoa do então ministro, General Costa Cavalcanti; ao Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL, na pessoa do Ministro da Educação Ney Amintas de Barros Braga; à escritora Rachel de Queiroz; ao Ministro Afonso Arinos de Melo Franco; à fundação Roberto Marinho, na pessoa de Roberto Marinho; ao escritor Austregésilo de Athayde; ao Ministro Dilson Funaro; ao jornalista Manoel Francisco do Nascimento Brito, Diretor-Presidente do Jornal do Brasil; à Força Expedicionária Brasileira, através da ANFEB-Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira; ao Ministro dos Esportes, Edson Arantes do Nascimento, à Profª Ruth Cardoso pela instituição do programa Comunidade Solidária; à Dra. Zilda Arns Neumann - Pastoral da Criança e na última Convenção em 2001 ao Deputado Federal Paulo Paim, em 2003, Dr. Ibsen Valls Pinheiro, Secretário Estadual da Comunicação Social e em 2005 Ministro do Superior Tribunal Dr. Maurício Corrêa.
Foi escolhido para ser homenageado em 2007 o Professor Roberto Romano do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP. Pelo seu intenso e frutífero trabalho sobre Ética, Democracia, Direitos Humanos e Defesa do Ensino Público. A Medalha será entregue em Solenidade a ser realizada na sede da B’nai B’rith do Brasil, Rua Caçapava, 105, São Paulo, no dia 1° de dezembro às 20:00 horas no encerramento da 18ª Convenção Nacional.
Representada em uma das faces da Medalha de Direitos Humanos, a efígie do candelabro de sete braços - a MENORÁ - o mais antigo símbolo do judaísmo levado posteriormente para o primeiro Templo erigido para o culto de Deus em Jerusalém - representa para a B’nai B’rith a missão de espalhar e desenvolver a Luz, a Justiça e a Paz, com Beneficência, Fraternidade e Harmonia, sob o manto incontestável da Verdade.
São Paulo, 18 de novembro de 2007
Alberto Liberman
Diretor Nacional de Direitos Humanos da B’nai B’rith do Brasil
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