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quarta-feira, março 28, 2007

O comentario do Correio, no sempre rico em informaçoes Blog Perolas, de Alvaro Caputo.

R$ 12,8 mil mensais de salário, R$ 50,8 mil de verba de gabinete, R$ 15 mil de verba indenizatória, R$ 3 mil de auxílio-moradia, R$ 4,2 mil para despesas com telefone e correspondências, de R$ 6 mil a R$ 16,5 mil de passagens aéreas, mais décimo-terceiro, décimo-quarto, décimo-quinto... E ELES AINDA ACHAM POUCO

- A lista de privilégios e mordomias é tão escandalosa e extensa - diante de um país com as escolas públicas, hospitais e a segurança quase falidos - , que o natural seria os deputados federais se reunirem para cortar parte das benesses que acumulam. Mas é justamente o contrário o que deve ocorrer hoje. Está tudo combinado, inclusive com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para que eles se concedam mais um mimo: aumentem o próprio salário de R$ 12,8 mil para R$ 16,2 mil - uma elevação equivalente à inflação acumulada dos últimos quatro anos. Ansioso para garantir o reajuste, o líder do PT, Luiz Sérgio (RJ), não esconde a pressa. "Temos que votar logo para fechar de vez a fábrica de besteirol", diz, referindo-se à possível repercussão negativa que o aumento possa ter nos meios de comunicação e na opinião pública
Correio



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COMENTÁRIO


A pressa do líder tem outras raízes. Fazendo a imoralidade pública andar mais rápido, logo a midia esquecerá tudo, e buscará outros fatos. E assim os deputados poderão entrar em aviões sem vaias, ir à praça pública sem receber os merecidos insultos, etc.

Além disso, agora em slow motion, os "éticos" de ontem cavam a sepultura do sistema representativo no Brasil.

Começo a suspeitar, com boas razões, que a prática dos privilégios nababescos é uma estratégia deliberada para fazer a população odiar o Congresso.

Quando o ódio popular atingir o nível do insuportável (estamos nas vésperas deste ponto), estarão fornecidas, para usar o jargão tosco do marxismo conhecido pelos ex-éticos, as "condições subjetivas" para o fim do sistema.

E, nenhuma surpresa, o "novo" sistema, como foi o caso do Estado Novo, terá a presença única do Executivo, que suportará o colegiado dos juristas "compreensivos" e a reunião de alguns "conselheiros da república", todos do extinto PT, e dos extintos aliados.

Por enquanto, a semeadura ditatorial apressa a esculhambação das arrogantes "Excelências", o santo assalto aos impostos para gozo e usufruto dos que deveriam ser funcionários do povo soberano.

Roberto Romano, numa quente e triste madrugada brasileira.




Assessores dos futuros conselheiros da república penetram no palácio, para render homenagem ao Benefactor.



Imagem da alma republicana da maioria esmagadora de nossos "representantes".

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