segunda-feira, dezembro 01, 2008

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Dilma: recursos do pré-sal serão para redução da pobreza, educação e inovação

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Luís Paulo Silva

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[28/11/2008] Parte dos recursos gerados pela exploração do petróleo da cama pré-sal será aplicada para acelerar a redução da pobreza, melhorar o nível da educação e estimular a inovação nas empresas. A informação foi dada na manhã desta sexta-feira (28) pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, durante palestra na Unicamp. De acordo com ela, o modelo de investimento deverá ser apresentado pelo governo federal “brevemente”. Ela, porém, preferiu não definir prazos. “Vamos oferecer nossa visão estratégica sobre esse assunto e discuti-la com a sociedade e o Congresso. Depois, bastará completar a modelagem”, antecipou. A ministra participou do ciclo de seminários “Transformações Estruturais, Crise Mundial e o Brasil”, realizado pelo Instituto de Economia (IE), sob a coordenação do professor Luiz Gonzaga Belluzzo.

2drousseff081128_290x260.jpgDilma Rousseff afirmou ao público que lotou o auditório do IE que, ao contrário de outras ocasiões, o Brasil está mais bem preparado para enfrentar a atual crise financeira mundial. No entender da ministra, desta feita o país apresenta uma economia mais dinâmica do que em épocas anteriores. “Nós dispomos de instrumentos eficazes de política monetária e fiscal. Além disso, temos um importante processo de investimento em andamento, que é o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]. Isso nos dá uma vantagem muito grande, pois não temos adotar esse tipo de medida do zero. Se assim fosse, teríamos uma defasagem de no mínimo um ano e meio, pois os projetos dependem de estudos de viabilidade técnica e econômica, licenciamento ambiental e uma série de outras exigências”, analisou. A ministra garantiu que o governo não alterará “uma vírgula” dos investimentos sociais e em infra-estrutura.

1drousseff081128_290x260.jpgSobre o seminário organizado pelo IE, Dilma Rousseff o classificou de importante e o relacionou à tradição do Instituto de fomentar o pensamento econômico brasileiro. “A Unicamp, e mais especificamente o Instituto de Economia, é símbolo de um pensamento que não se curvou ao modismo do livre mercado, da desregulamentação e do Estado mínimo. Falar da Unicamp é falar num lugar em que o pensamento econômico resistiu. Apesar da uma pressão imensa, ele não recuou diante da necessidade de ensinar para milhares de brasileiros que é importante conhecer o funcionamento da economia e olhar para o fato de que a mão invisível do mercado não dá conta de tudo”.

Sobre seu retorno à Universidade, visto que foi aluna de pós-graduação do IE, a ministra considerou que visitar a Unicamp é um compromisso prazeroso. “Para mim, é sempre importante voltar à Unicamp. É um local em que me sinto bem. Aqui eu vivi uma parte importante da minha vida, da minha formação pessoal. Pessoalmente, é muito simbólico. Gosto das pessoas, dos professores. É, por assim dizer, a volta à casa intelectual”, comparou.

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