sexta-feira, novembro 30, 2007


PREMIAÇÃO: GOVERNADORA DO PARÁ RECEBERÁ HOMENAGEM EM SP


COMENTÁRIO

ESCANDALOSO, ANIMALESCO, DANTESCO.

SE A GOVERNADORA CAREPA É UMA DAS MULHERES MAIS INFLUENTES DO BRASIL, PORQUE NÃO USOU A SUA INFLUÊNCIA EM TEMPO CERTO, E ACEITOU UMA SITUAÇÃO QUE, POR DEVER DE OFÍCIO, ELA DEVE CONHECER, SEM UMA SÓ ATITUDE ANTES DA DIVULGAÇÃO PELA IMPRENSA? E O QUE FAZ A IMPRENSA, AO MANTER A HOMENAGEM, SENÃO DAR AVAL À IRRESPONSABILIDADE ÉTICA E JURÍDICA? SERÁ QUE OS PROMOTORES DO LOUVOR TÊM CONSCIÊNCIA DE COONESTAR O QUE OCORRE COM AS PRESAS DO PARÁ ? "É escandaloso, animalesco, dantesco", disse Coutinho (VER NOTÍCIA ABAIXO) SOBRE O CASO DA MENOR L. APÓS VER A FILMAGEM DE UM DOS ESTUPROS.

ANIMALESCA
É A HOMENAGEM DIRIGIDA A ALGUÉM QUE NÃO ASSEGUROU O QUE É SEU DEVER E, NÃO
CONTENTE, AGRADECE AO INCOMPETENTE OU ALGO PIOR, PELOS SERVIÇOS ÉTICOS PRESTADOS.

A HOMENAGEM SERÁ CHIC, NA DASLU. ANIMALESCO POR ANIMALESCO, SUGIRO QUE SEJA CONVIDADA A CADELINHA PEREPEPÊ, COM COLEIRA DE PEDRAS SEMI-PRECIOSAS, PARA GARANTIR O CLIMA. BEM DIZIA SPINOZA, AO DISTINGUIR ENTRE POVO E VULGO. SEGUNDO O FILÓSOFO O POVO NÃO É VULGAR, DE IMEDIATO. ELE AFIRMA QUE A PIOR VULGARIDADE ENCONTRA-SE NAS RODAS ONDE habitam "OS ELEGANTES IMORAIS", ricos ou enricados.

Lembrete : a cadelinha Perepepê, da socialite carioca Vera Loyola, teve sua coleira, uma jóia de ouro e diamantes, vendida por R$ 5.000. Uma ótima idéia é resgatar a dita coleira (com lances superiores aos miseros cinco mil reais, claro) e entregá-la, em uso partilhado, para TODAS as autoridades paraenses, nos três poderes e no MP, que aceitam como normal o que é escandaloso,animalesco, dantesco.

Deixo de entregar o Garotinho de Ouro, para Sua Excelência Carepa, para lhe fazer mimo da jóia de Perepepê.

E AGORA AO PIOR: ONDE ESTÁ O CNJ ? O QUE FAZ O CONSELHO PARA PUNIR AS AUTORIDADES JUDICIÁRIAS QUE ABENÇOARAM OS ESTUPROS DE ALGUÉM QUE ESTAVA SOB A GUARDA DO ESTADO? O CONSELHO SERVE PARA QUE, AFINAL? DIZIAM QUE O CNJ SERIA PARA ESTABELECER O CONTROLE EXTERNO DO JUDICIÁRIO. PELO QUE SE NOTA, ELE SERVE PARA TUDO, MENOS PARA O QUE FOI-LHE DADO COMO FUNÇÃO. OU NOS ENGANAMOS E O TAL CONSELHO SERVE PARA GARANTIR AS VANTAGENS DA CORPORAÇÃO TOGADA ?

ROBERTO ROMANO




São Paulo, sexta-feira, 30 de novembro de 2007


PREMIAÇÃO: GOVERNADORA DO PARÁ RECEBERÁ HOMENAGEM EM SP


A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT-PA), duramente criticada pela prisão de uma menor por 26 dias em uma cadeia masculina na cidade Abaetetuba, vai ser homenageada na segunda durante um jantar para a entrega do prêmio "As Mulheres Mais Influentes do Brasil". Organizado pela Companhia Brasileira de Mídia, que controla o "Jornal do Brasil" e a "Gazeta Mercantil", o evento premia "lideranças femininas que se destacaram em 26 áreas de atuação". O jantar vai ser no Terraço Daslu e terá, entre as homenageadas, a escritora Lygia Fagundes Telles.


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São Paulo, sexta-feira, 30 de novembro de 2007



Estupro de mulher em cela foi filmado, dizem deputados
Parlamentares suspeitam que imagens sejam de L., menor violentada em prisão no Pará

Cópia da gravação estaria sendo vendida por R$ 100; Zenaldo Coutinho, Luiza Erundina e Elcione Barbalho assistiram a trecho

LEILA SUWWAN
ENVIADA ESPECIAL A BELÉM

Deputados federais, integrantes da comissão externa da Câmara que visitou na quarta-feira o Pará, afirmaram ontem ter assistido a uma gravação, feita por celular, que mostra uma mulher -suspeitam que seja L., 15- sendo violentada dentro da cela da delegacia de Abaetetuba (PA).

Para os parlamentares, as imagens comprovam que a violência sexual foi perpetrada por vários detentos, sistematicamente e de forma explícita e com possível conivência de autoridades. As imagens estão sendo analisadas para confirmar a identidade da vítima.
Os deputados -Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), Luiza Erundina (PSB-SP) e Elcione Barbalho (PMDB-PA)- assistiram a um curto trecho e se disseram chocados. Segundo o relato deles, a gravação mostra uma mulher nua, dentro do banheiro da cela da delegacia. Em seguida um dos presos entra, a vira de costas e tem relação sexual com ela. Outro preso aparece na imagem abrindo as calças e avisando que seria o próximo.
"Não tenho dúvida de que era ela. Pelo corpo pequeno e magro e os cabelos curtos, cortados", disse Luiza Erundina, ex-prefeita de São Paulo, a respeito da gravação. "A cela é sem sombra de dúvidas a da delegacia de Abaetetuba", afirmou Elcione Barbalho. "É escandaloso, animalesco, dantesco", disse Coutinho.

A menina L. foi mantida numa cela com cerca de 20 homens por 26 dias. Detida por tentativa de furto, a polícia diz que ela, ao ser presa, afirmou ter 19 anos. Ela nega.O telefone celular com a gravação, um Motorola V3, foi confiscado por Elcione Barbalho, que está providenciando a identificação definitiva da menina que aparece na imagem.Os deputados tiveram acesso às imagens após um assessor da deputada, que foi a Abaetetuba buscar informações sobre o caso, localizar um homem que estava vendendo as gravações. O assessor disse que a cópia era oferecida por R$ 100. Uma cópia também foi enviada ao Ministério Público para apuração. Os deputados suspeitam que a gravação foi feita por um policial e posteriormente retransmitida ao celular apreendido.

A Folha descreveu ontem outro caso de uma suposta violação. Uma detenta do presídio feminino de Ananindeua, recém-chegada de São Miguel do Guamá, relatou que uma mulher portadora de deficiência mental foi estuprada por diversos presos na cela masculina e que um policial teria filmado. A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança disse que espera a perícia para abrir os inquéritos sobre a gravação. A governadora Ana Júlia Carepa (PT) reconheceu a gravidade da situação e alegou problemas "estruturais" e "culturais".



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UMA ARTIGO INTERESSANTE SOBRE O PARÁ E SUAS AUTORIDADES, INCLUINDO O MP.



São Paulo, sexta-feira, 30 de novembro de 2007

FOLHA DE SÃO PAULO, TENDENCIAS E DEBATES.

Pará: Justiça perversa, omissão e crime

ROBERTO DELMANTO JUNIOR

O Código Penal viabiliza a responsabilização criminal de autoridades públicas que se omitem em evitar a tortura e o estupro

O MUNDO inteiro ficou chocado com a reportagem exibida pela CNN repercutindo a denúncia veiculada pela mídia brasileira sobre o perverso sistema policial e judiciário do Estado do Pará. E não é por menos. Impossível haver realidade mais grotesca: uma adolescente de aproximadamente 15 anos, apreendida por tentativa de furto, foi jogada em uma cela superlotada de homens, sendo abusada sexualmente por 26 dias.

A atrocidade praticada pelos detentos, movidos por instintos sexuais reprimidos pela privação da companhia feminina, acrescida de perversões das mais terríveis (a menina foi queimada com cigarro em regiões de seu corpo, teve o cabelo cortado e sofreu hematomas, por sorte não engravidando), não é menos repugnante da praticada por aqueles que a jogaram e a mantiveram naquele calabouço medieval.
Os delegados de polícia conhecem muito bem as delegacias em que trabalham, bem como os juízes e promotores de cidades pequenas como Abaetetuba -até porque estes têm o dever legal, previsto nos artigos 66, VI, e 68 da Lei de Execução Penal, de fiscalizar mensalmente as cadeias. Logo após o episódio ser revelado, começou o "jogo de empurra", típico dos que buscam justificar omissões, ora alegando desconhecimento dos fatos, ora que a culpa é do "sistema".

O delegado-geral da polícia do Estado, em audiência no Senado, em vez de esclarecer os fatos, insinuou que seria a adolescente a culpada pelos estupros e torturas que sofrera, dizendo que ela deveria ter uma "debilidade mental" por não afirmar ser menor e tampouco denunciar os abusos!

Como se a autoridade policial não tivesse, ela, o dever de averiguar a identidade e a qualificação da pessoa presa, bem como o de vigiar o que acontece na cadeia que administra. Como se os delegados não soubessem que o inevitável ocorreria ao jogar essa menina no meio daqueles que se mostraram verdadeiras feras enjauladas.
Depois disso, o delegado-geral pediu exoneração, a qual foi aceita, tendo a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), agradecido "pelos serviços prestados [pelo delegado] com ética e dedicação" (Folha, 29/11).
Furtando-se à responsabilidade, um dos delegados envolvidos declarou à mídia que a culpa não é deles, mas, sim, do sistema carcerário e, mais uma vez, da menor, que não teria declarado a sua idade.

A delegada de polícia responsável pela prisão foi flagrada pela mídia afirmando que sabia da condição ilegal de manter uma mulher com homens, chegando a afirmar que não teria controle do que é humano ou desumano diante da precariedade da delegacia.
A juíza da comarca, ao ser informada, cerca de longos dez dias após a prisão com homens, teria negado o pedido de transferência da adolescente, que ficou 26 dias nessas condições! E o promotor de Justiça da comarca, que certamente se manifestou nos autos desse pedido de transferência? Da parte deles, por enquanto, há inconfessável silêncio.

A governadora do Pará atribuiu a responsabilidade do ocorrido aos governos anteriores, por estar no cargo há somente 11 meses ("Tendências e Debates", 28/11).
Buscando minimizar o estrago político, bem como prevenir, quiçá, eventual pedido de intervenção do governo federal com base no artigo 34, VII, b, da Constituição da República para assegurar a observância dos "direitos da pessoa humana", baixou decreto proibindo o que já é proibido pelo artigo 82 da Lei de Execução Penal: mulher não pode ficar presa com homem! Anunciou, ainda, a demolição da malfadada carceragem, como se tal conduta simbólica apagasse o passado recente e, pior, como se o Estado do Pará possuísse vagas sobrando para presos, vindo a agravar ainda mais a superlotação carcerária.


Demagogia à parte, gostaríamos de ressaltar que o artigo 13, parágrafo 2º, a, do Código Penal viabiliza a responsabilização criminal das autoridades públicas de escalões superiores que, tendo consciência da ilegalidade e o dever de agir para fazê-la cessar, omitem-se em evitar a tortura, o estupro e o atentado violento ao pudor.

Diz esse dispositivo: "A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem: a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância".
Resta a triste constatação de que muitas mulheres no Pará foram submetidas à mesma situação e estariam, agora, sendo transferidas para o único presídio feminino do Estado, o que comprova que o caso dessa jovem não foi um episódio isolado, mas um retrato de uma contínua e institucionalizada violação dos direitos humanos.

ROBERTO DELMANTO JUNIOR, 38, mestre e doutor em direito pela USP, é advogado criminalista. É co-autor de "Código Penal Comentado", entre outras obras.

No site Congresso em Foco

Alianças políticas opõem candidatos no PT


Dos sete candidatos, apenas Berzoini aprova a atual política de coalizão. Todos defendem, no entanto, a reaproximação com os movimentos sociais

Paulo Franco

Em vez da defesa da refundação do partido, tese levantada por várias tendências internas em 2005, os sete candidatos que vão disputar no próximo domingo (2) a presidência do PT têm em comum a promessa de reaproximar a legenda dos movimentos sociais e cobrar uma liderança mais forte dentro do governo de coalizão. Em comparação com o processo eleitoral anterior, quando o partido ainda acusava o golpe sofrido com o escândalo do mensalão, o clima agora é de aparente tranqüilidade.Mas o elevado número de candidaturas revela, além das históricas dissidências internas (saiba mais), divergências que podem se refletir no futuro do governo Lula e na sucessão presidencial. Mais do que isso, expõe cicatrizes que ainda não foram curadas dois anos após o escândalo do mensalão.

Berzoini na mira

Na disputa interna, o atual presidente, deputado Ricardo Berzoini (SP), é o candidato a ser vencido por todos. Ele pertence à corrente interna recém-batizada de Construindo um Novo Brasil (CNB), novo nome do Campo Majoritário, tendência acusada pelos demais concorrentes de tomar decisões sem debate interno e responsabilizada, em grande parte, pela maior crise da história da legenda.

Berzoini também é o único a defender a preservação, nos atuais termos, das alianças políticas do governo Lula. Na outra ponta, os candidatos Markus Sokol e José Carlos Miranda, vinculados às alas mais à esquerda da sigla, pedem o rompimento imediato do partido com o que chamam de “burguesia”. Pregam, inclusive, a ruptura com o governo dos Estados Unidos e a reestatização das empresas privatizadas no governo FHC.

Embora evitem pregar a ruptura com os atuais aliados, os demais postulantes à presidência do PT – os deputados paulistas José Eduardo Cardozo e Jilmar Tatto, o secretário de Relações Internacionais da legenda, Valter Pomar, e o ex-deputado Gilney Viana (MT) – reivindicam um papel de maior protagonismo para o partido em relação aos demais componentes da base de sustentação do governo Lula.

Problema para o governo

Para o cientista político Cláudio Couto, o grupo ligado ao ex-ministro José Dirceu, que apóia a reeleição do atual presidente, perdeu força com a queda de importantes lideranças, mas, ainda assim, representa a maioria interna. “Uma eventual derrota de Berzoini significaria uma disputa dentro do PT e seria problema para o governo”, diz o professor da PUC-SP e da Fundação Getúlio Vargas.Entre os pontos de consenso no partido, está a democratização dos meios de comunicação e a necessidade de uma reforma política. Independente de quem seja o vencedor na disputa interna, caberá a ele comandar o partido nas eleições municipais de 2008 e garantir que em 2010 o PT alcance um consenso com relação ao sucessor de Lula.
Na avaliação de Cláudio Couto, não surpreende o fato de todos os candidatos pregarem a reaproximação do PT com os movimentos sociais. Esse sentimento sempre ressurge nos partidos políticos, mas o pensamento se torna ainda mais forte depois que a agremiação passa a ocupar cargos no Executivo, observa.“O PT se afastou dos movimentos naturalmente porque se tornou grande demais e está muito mais voltado a resolver problemas do governo do que para assegurar a voz da militância”, afirma Cláudio Couto.

Mudanças

O professor diz ainda que é difícil recuperar o apoio das bases, já que o partido mudou e percebeu que algumas idéias defendidas no passado hoje não se aplicam mais. “O desafio agora deve ser aproximar o partido do governo para mostrar com mais clareza à sociedade a linha defendida atualmente”, considera ele, ao apontar a política de coalizão formada por Lula como outro motivo da mudança.“O próximo presidente do PT deve se confrontar com um partido de governo que atua em um momento de coalizão heterogênea”, explica.

Segundo turno

Mais de 850 mil petistas estão aptos a votar no próximo domingo, durante o chamado Processo de Eleição Direta (PED), quando serão escolhidos dirigentes municipais, estaduais e nacionais da sigla. O quórum deve ser fundamental para o resultado da eleição. A expectativa é de que haja, a exemplo da disputa de 2005, segundo turno entre Berzoini e um dos seguintes candidatos: José Eduardo Cardozo, Jilmar Tatto ou Valter Pomar.

O presidente Lula tem dito que não se envolverá na eleição interna do partido. Lula decidiu se afastar da discussão quando viu o seu assessor especial Marco Aurélio Garcia, que presidiu interinamente o PT durante a crise mensalão, ter seu nome vetado para a sucessão de Berzoini. Marco Aurélio era o candidato preferido do presidente.A candidatura dele, no entanto, foi abortada por integrantes do Campo Majoritário, que viram na gestão dele críticas muito duras aos envolvidos no escândalo.

Clique nos links abaixo para conhecer os sete candidatos e as principais propostas defendidas por eles à presidência nacional do Partido dos Trabalhadores:

Gylney Viana quer que partido retome origem

Gilmar Tatto defende nova hegemonia no PT

José Carlos Miranda: PT abandonou lutas sociais

José Eduardo Cardozo levanta bandeiras sociais e ética

Markus Sokol quer reestatização total

Ricardo Berzoini defende manutenção de alianças

Valter Pomar aponta inimigo interno a ser batido

quinta-feira, novembro 29, 2007

Semana passada, sumiram estas flores. Ano que vem, a mesma neve floral voltará ao nosso portão. Até lá, amigos e inimigos, aproveitem a visão! Pena não existir foto com perfume!
Roberto Romano




DE UM AMIGO, CHEGA ESTA ENTREVISTA. CONFESSO QUE AO LER O NOME DA AGÊNCIA (PRAVDA) TODO UM PASSADO SUBIU A TONA. E A VISTA NÃO FOI AGRADÁVEL. MAS NA TAREFA DE PUBLIAR TODOS OS PONTOS DE VISTA, SEGUE A POSIÇÃO DO PROFESSOR Richard J Aldrich, Department of Politics and International Studies University of Warwick


O ASSUNTO É GRAVE. E VALE A PENA SER DISCUTIDO.

RR

USA helps Israel only to test its arms under live battle conditions


The U.S. provided Israel with information about Syrian air defenses before Israel attacked a suspected nuclear site in Syria, Aviation Week & Space Technology is reporting in its Nov. 26 edition.

The U.S. was monitoring the electronic emissions coming from Syria during Israel's Sept. 6 attack, and while there was no active American engagement in the operation, there was advice provided, according to military and aerospace industry officials.

The first event in the raid involved Israel's strike aircraft flying into Syria without alerting Syrian air defenses. The ultimate target was a suspected nuclear reactor being developed at Dayr az-Zawr. But the main attack was preceded by an engagement with a single Syrian radar site at Tall al-Abuad near the Turkish border, Aviation Week reports.

Pravda.Ru has interviewed Professor Richard J Aldrich, Department of Politics and International Studies University of Warwick, to find out more about US interference into the conflict between Israel and Syria.

Pravda.Ru: Can we speak here about the US interference into the conflict between Israel and Syria?

Richard Aldrich: Not really. Intelligence and technical co-operation amongst friendly countries is now so widespread that it is hardly meaningful to talk about 'interference'. Many European countries also exchange intelligence with Israel. Indeed, during the Cold War, Israel even exchanged intelligence with the Soviet Union. Even intelligence rumored to come from Israeli espionage operations inside the United States!

In this case, Aviation Week has made it clear that it was Israeli personnel and units that undertook these electronic operations, not Americans. However, there are important benefits from this close relationship for both the United States and Israel. Israel clearly benefits from very advanced technological assistance in the area of electronic intelligence and network warfare which may have helped with this operation. Equally, it is likely that the United States received reports on the operational effectiveness of this equipment in return. In short, the operation against Syria would have provided the US military with great opportunities to see the latest secret equipment under "live battle conditions". This is always considered to be invaluable.

Pravda.Ru: It is well-known fact that most part of Syrian strategic objects is operated by Russia. Is there a possibility that it was US intelligence operation against Russia?

Richard Aldrich: Not really. It is unlikely that Russia has given its latest air defense equipment to friendly countries in the Middle East and so the United States would not learn much about current Russian capabilities by looking at Syrian Air Defense. Its more likely that the United States would gather useful intelligence against Syria itself during this operation. The information might also be useful against another regional power operating similar types of equipment.

Pravda.Ru: Can we speak here that this operation will launch a new war in the field of electronic and digital technologies?

Richard Aldrich: Electronic warfare has been around a long time and had already reached quite a level of sophistication during the Second World War. However, the new aspect of this operation was the use of network attacks. It appears that the command and control systems of the Syrian military were directly attacked by Israelis using computers as weapons. This is a specialist form of military hacking. For many years there has been an active debate about how practical and realistic the idea of pure 'network warfare' really is. During the wars in the former Yugoslavia in the 1990s this activity seemed to be limited to fairly trivial "denial of service" attacks.

Now, perhaps we have seen the first live example of the military application of network warfare. One of the troubling issues with network warfare is that it is hard for the victim to know if they have been attacked - or merely suffered a network failure. Even if they are sure they are being attacked, they can't always tell who is attacking them? For this reason, Israel's attack on 6 September appears to herald a frightening new era in the realm of electronic warfare.

Prepared by Alexander Timoshik

Pravda.Ru
PELA CARTA DA GOVERNADORA CAREPA AO POLICIAL DEMITIDO, POSTADA ABAIXO, CONSEGUI FINALMENTE ENTENDER QUAL A ÉTICA DE ALGUNS SETORES PETISTAS.E OLHA QUE PARTICIPEI DURANTE DÉCADAS DE SEMINÁRIOS ONDE OS ÉTICOS PETISTAS FALAVAM SOBRE ÉTICA... COMO O DELEGADO, SEGUNDO SUA EXCIA. É MUITO ÉTICO, SEGUE-SE QUE...

DEUS NOS LIVRE DE TANTA ÉTICA!!!!
1) E quem irá investigar a responsabilidade da Juiza, do MP e quejandos? Só a parte mais fraca paga o erro ?

2) Segue o Garotinho de Ouro para a Governadora Carepa, pela cara de pau de "agradecer os serviços prestados" ao delegado falastrão e incompetente.Ou passível de ser demitido por outros motivos, que em país civilizado dariam cadeia por muitos e muitos anos.

RR






Delegado do Pará cai após chamar jovem presa de débil

Governadora aceitou pedido de demissão e disse que permanência era "insustentável"

Policial afirmou em nota que "não soube usar as palavras certas'; anteontem, no Senado, ele disse que ela tem "alguma debilidade mental"

LEILA SUWWAN
DA ENVIADA ESPECIAL A BELÉM

Um dia depois de chamar de débil mental a menor L. -que passou 26 dias detida com homens em Abaetetuba (PA)-, o delegado-geral da Polícia Civil do Estado, Raimundo Benassuly Maués Júnior, pediu demissão do cargo à governadora Ana Júlia Carepa (PT). Ela aceitou o pedido e afirmou que a permanência dele na função era "insustentável".
O delegado emitiu nota na qual explicou que colocou o cargo à disposição porque "não soube usar as palavras certas" para expressar sua preocupação e indignação com a saúde da menor, que denunciou estupros diários na carceragem e que agora está sob proteção do governo federal."Essa moça tem, com certeza, alguma debilidade mental, porque em nenhum momento ela manifestou sua menoridade", disse Benassuly anteontem durante audiência pública da Comissão de Direitos Humanos do Senado, em Brasília.
A frase causou mal-estar imediato, e a governadora o repreendeu.

Apesar de aceitar a demissão de Benassuly, Ana Júlia fez questão de agradecer ao policial por serviços prestados. "Quero agradecer ao delegado Benassuly pelos serviços prestados com ética e dedicação, durante esses 11 meses em que esteve à frente da Polícia Civil."

A Corregedoria da Polícia Civil está conduzindo um processo administrativo para apurar a responsabilidade de delegados e agentes carcerários no episódio da detenção de L. Além disso, há outro inquérito policial para investigar a acusação de estupro.

Demolição

A governadora também anunciou reformas e construções de novos presídios, com as verbas liberadas pelo governo federal após audiência, anteontem, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.O primeiro ato será a demolição da carceragem de Abaetetuba e a construção de um centro de triagem com celas adequadas para homens e mulheres -ontem, em visita a Abaetetuba, deputados federais que foram investigar a violação de direitos humanos no Pará decidiram que iriam pedir a demolição da cadeia. Haverá ainda a reforma "imediata" do Centro de Recuperação Feminina, o único presídio de mulheres do Pará, na região metropolitana de Belém, e cuja precariedade foiverificada pela CPI do Sistema Carcerário ontem. Além de construir um berçário, deve ser modificada a estrutura atual. A Folha visitou um pavilhão chamado de "contêiner", construído em blocos de metal, já enferrujado pela umidade e com superaquecimento durante o dia.

Colaborou KÁTIA BRASIL, da Agência Folha, em Abaetetuba



quarta-feira, novembro 28, 2007

CORREIO POPULAR de Campinas, 28/11/2007

Eleições, eleitos e juízes.

Roberto Romano

A democracia conhece métodos e propostas sofisticadas para atenuar riscos das eleições majoritárias. Um dos riscos é o populismo que assola a América do Sul. Não apenas nas eleições para o poder executivo existem pontos frágeis. No Brasil há um descompasso entre o sufrágio dirigido ao presidente da república e o que manda legisladores para Brasilia. Dificilmente pode ser dito de nosso sistema eleitoral, que nele os votantes controlam a escolha dos candidatos, as próprias eleições e os escrutínios. Os juízes tutelam eleitores e eleitos, o que abala a soberania popular.

Em eleições com vários candidatos para o parlamento, o vencedor, não raro, obtem “maioria relativa”, menos da metade dos votos. Isto, sem mencionar aberrações como os eleitos por algumas centenas de pessoas, porque foram “carregados” pelo famoso de seu partido. E também a teratologia dos “vices”, em especial nas eleições senatoriais. Existe senador que determina a sorte da república sem ter recebido um só voto. Para atenuar o caso da “maioria relativa” dos vencedores a França usa o escrutínio em dois turnos e seleciona um número pequeno de candidatos com direito a se apresentar no segundo (o chamado sistema de “ballotage”). A eleição presidencial, por sua vez, só conduz ao segundo turno os dois candidatos com maior número de votos, mesmo que o total de seus votos seja inferior à metade dos sufrágios válidos. Isto pode causar graves crises de legitimidade para o governo e para o Estado.

Para resolver os problemas trazidos nas conjunturas em que surgem três candidatos Condorcet, grande pensador do século 18, indica que os eleitores devem escolher entre seis soluções possíveis. Tal procedimento permite ao eleitor matizar seu voto quando indica, entre dois candidatos contra os quais vota, qual aceita e qual rejeita com firmeza. Imaginemos os três candidatos como A, B, C. No paradoxo de Condorcet temos o seguinte : para certas repartições dos votos em favor de cada um das seis classificações (ABC,ACB, BAC, CAB, CBA) os votos dois a dois chegam à uma escolha circular : eleito A contra B, eleito B contra C, e C eleito contra A. (Para uma análise, ver a revista Population & Sociétés número 335, maio de 1998, sobre Demografia e Sufrágio; ver também o sempre atual livro de Franck Alengry : “Condorcet, guide de la révolution française et théoricien du Droit constitutionnel”,Slatkine Reprints, 1971). O refinamento das escolhas resulta em eleitos mais próximos da “autêntica” vontade do eleitor. A solução de Condorcet poderia definir um quadro de representantes mais legítimos em nosso país. Atenção! Para que ela traga frutos é preciso que o corpo eleitoral médio tenha noções de cálculo das probabilidades. Por via transversa, chegamos à receita platônica para os males do Estado : a educação da cidadania, sobretudo em matérias técnicas e científicas, é conditio sine qua non do regime livre e responsável. Estamos muito longe deste requisito, no Brasil.

Já que os juízes tutelam as eleições, e por falar em Condorcet, que tal recordarmos a sua tese (partilhada pelos democratas francêses e norte-americanos) sobre a eleição... dos juízes? Quando o tema aparece no Brasil, togas se levantam indignadas contra o sacrilégio. Aproximar a sacralidade da justiça dos “sujos procedimentos eleitoreiros” ? Jamais! Nossos juízes se imaginam próximos do sacerdócio, longe da política. Isto não impede que a justiça deixe em liberdade notórios assassinos poderosos, como nos casos de um ex-governador de Estado e de célebre jornalista que matou sua namorada em público. Para não falar da menina posta em cela na companhia de vinte homens, sem que os responsáveis disto tivessem notícia. A mesma justiça aceita como “normal” o foro privilegiado auto-concedido pelos políticos, o que caracteriza tolerância indevida para com os nossos improbos públicos. Analisarei as teses de Condorcet sobre a eleição dos juízes, no próximo artigo.
PEQUENAS FARSAS E TRAGÉDIAS
Celso Lungaretti (*)

Existem ocasiões em que não encontro nenhum acontecimento com peso suficiente para ser „o„ tema do meu artigo semanal. Fico vagando por jornais e pelos provedores, busco uma luz em notícias da véspera e nas do próprio dia, inutilmente. Então, só me resta dar uma repassada geral nas pequenas farsas e tragédias do dia-a-dia.

Circula uma enxurrada de textos, alguns explicitamente opinativos e outros que o são de maneira implícita, sobre Chávez, o caudilho da Venezuela. Preciso me beliscar para não confundi-lo com o humorista do México, que, pelo menos, é histriônico no bom sentido. Apesar do matraqueado cantinflesco de Chávez soar caricato para quem não tem antolhos ideológicos, vale lembrar que os militares-presidentes que nos assolaram em passado recente foram todos sinistros. E, pelo andar da carruagem, não vai ser ainda desta vez que a regra terá exceção.No fundo, Chávez repete a mesmíssima fórmula dos Vargas e Peróns de outrora. Uma combinação de métodos fascistas, retórica esquerdista e conquista do aplauso fácil dos pobres com as migalhas do assistencialismo.

Dói-me o coração ver que parte da esquerda brasileira embarca nessa canoa furada, nada tendo aprendido com as decepções do século passado. Quanto não se têm líderes realmente comprometidos com as duas bandeiras fundamentais dos revolucionários a liberdade e a justiça social ˆ, é melhor arregaçar as mangas e tentar forjá-los, mesmo que no longo prazo, do que apadrinhar o candidato a ditador populista mais à mão.Maquiavel é péssimo guru para os esquerdistas. Quem tenta utilizar personagens políticos para fins diversos do que a trajetória dos mesmos sugere, acaba, isto sim, sendo por eles utilizado em sua escalada para o poder... e depois descartado.

Então, é melhor voltarmos ao bê-a-bá: fins e meios estão em permanente interação, de forma que recorrer-se a um meio crapuloso para promover um fim nobre leva apenas ao aviltamento do próprio fim. Outra lição preciosa vem do jornalismo: só idiotas se deixam pautar pelos adversários. Se a imprensa burguesa ˆ burguesa como nunca, aliás, pois está cada vez mais na mão dos bancos ˆ exagera maliciosamente a importância geopolítica da Venezuela, não há motivo nenhum para fazermos o mesmo, com sinal trocado. O destino da América do Sul é traçado pelo Brasil e Argentina. As outras nações decidem, quanto muito, o destino delas próprias e o de outras pequenas nações. Ponto final.
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Enquanto isto, o Governo Lula tem como prioridade absoluta o caixa. Quer porque quer beneficiar-se de uma contribuição que foi vendida à cidadania como provisória ˆ e depois de o PT ter sido, antes da chegada ao poder, o maior adversário de sua eternização. Nunca foi tão apropriada a citação do trecho final de A Revolução dos Bichos, o libelo anti-stalinista (não anticomunista, como supõem os desinformados) de George Orwell: "As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir quem era homem, quem era porco".
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A Assembléia Legislativa de São Paulo cogita tomar o mandato do bravo deputado Carlos Giannazi (PSOL), que organizou o evento de lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Comunidade Gay e agora está sendo responsabilizado pela performance de um transformista no plenário. Terá sido a primeira? No sentido figurado, não. Em cada votação importante, há um certo número de transformistas que, após um acerto de cifras ou demarcação de áreas de influência, deixam de ser homens e viram lobisomens...Giannazi é aquele mesmo professor que, como vereador do PT, ousou confrontar a prefeita Marta Suplicy quando esta tentou desviar verbas do magistério para outras finalidades. Ou seja, o caso raríssimo de um político mais fiel ao seu eleitorado do que às conveniências partidárias. Merece ser apoiado. Precisa ser preservado.
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Uma governadora, uma juíza e uma delegada dividem as responsabilidades por ter uma menina sido atingida nos seus mais elementares direitos quando estava sob a guarda do Estado e, depois, pela tomada de providências muito aquém da gravidade do caso. Veio-me à lembrança uma frase pessimista de Nelson Rodrigues: „os mineiros só são solidários no câncer".
* * *
O desabamento da arquibancada do estádio baiano é mais uma tragédia que poderia ter sido evitada, caso os responsáveis pelas tragédias evitáveis anteriores houvessem recebido punições exemplares. Na lógica capitalista levada às últimas conseqüências, dinheiro vale mais do que vidas. Só a Justiça poderá desarmar essa equação maldita,isto, claro, se o dinheiro não valer mais do que a Justiça.

* Celso Lungaretti é jornalista e escritor. Mais artigos em http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/

terça-feira, novembro 27, 2007



NO BLOG PEROLAS, DE ALVARO CAPUTO, O DESTAQUE:

L., de 15 anos, apanhou da polícia de Abaetetuba em frente do porto da cidade depois que veio a público a notícia de que ela havia ficado presa com mais de 20 homens em uma cela. A acusação consta no depoimento dado pela jovem na quinta-feira a integrantes do Ministério Público Estadual do Pará.
L. conta que foi solta pela polícia no dia 8 de novembro. A polícia afirmava que ela havia fugido. No depoimento, L. afirma que foi levada por um carro da polícia ao porto de Abaetetuba e ameaçada: deveria deixar o Estado se não quisesse morrer. Seis dias depois, no dia 14, o Conselho Tutelar da cidade trouxe a público a denúncia de que ela havia sido presa em uma cela com detentos.
A polícia voltou a localizá-la no dia 16. L. tentava embarcar para Manaus. Segundo depoimento, ela apanhou antes de ser entregue aos conselheiros tutelares.

Estado


SEGUE O PREMIO GAROTINHO DE OURO PARA O GOVERNO DO PARÁ, COM IGUALDADE NA PREMIAÇÃO PARA O JUDICIÁRIO, E SOBRETUDO PARA A POLÍCIA. SE NÃO MUDAR ESTE MODUS OPERANDI, AQUELA EXTENSÃO DE TERRA DEVE SER BATIZADA COM UM NOME SIMPLES, MAS VERDADEIRO:

I N F Â M I O P O L I S !!!!!

Como dizia Robespierre no seu último discurso:


"Le temps n'est point arrivé où les hommes de bien peuvent servir impunément la patrie : les défenseurs de la liberté ne seront que des proscrits, tant que la horde des fripons dominera."


"Ainda não chegou a hora em que as pessoas de bem podem servir a pátria, impunemente: os defensores da liberdade serão proscritos enquanto dominar a horda dos salafrários!"

FRIPONS= SALAFRÁRIOS E OUTRAS COISAS MAIS.

E PENSAR QUE TAIS INDIVÍDUOS FALARAM EM ÉTICA DURANTE DÉCADAS!

Só posso repetir o Salmo seguinte, em intenção da Polícia e dos seus superiores nos três poderes, no Pará:

Salmo 109

1 ó Deus do meu louvor, não te cales;

2 pois a boca do ímpio e a boca fraudulenta se abrem contra mim; falam contra mim com uma língua mentirosa.

3 Eles me cercam com palavras de ódio, e pelejam contra mim sem causa.

4 Em paga do meu amor são meus adversários; mas eu me dedico à oração.

5 Retribuem-me o mal pelo bem, e o ódio pelo amor.

6 Põe sobre ele um ímpio, e esteja à sua direita um acusador.

7 Quando ele for julgado, saia condenado; e em pecado se lhe torne a sua oração!

8 Sejam poucos os seus dias, e outro tome o seu ofício!

9 Fiquem órfãos os seus filhos, e viúva a sua mulher!

10 Andem errantes os seus filhos, e mendiguem; esmolem longe das suas habitações assoladas.

11 O credor lance mão de tudo quanto ele tenha, e despojem-no os estranhos do fruto do seu trabalho!

12 Não haja ninguém que se compadeça dele, nem haja quem tenha pena dos seus órfãos!

13 Seja extirpada a sua posteridade; o seu nome seja apagado na geração seguinte!

14 Esteja na memória do Senhor a iniqüidade de seus pais; e não se apague o pecado de sua mãe!

15 Antes estejam sempre perante o Senhor, para que ele faça desaparecer da terra a memória deles!

16 Porquanto não se lembrou de usar de benignidade; antes perseguiu o varão aflito e o necessitado, como também o quebrantado de coração, para o matar.

17 Visto que amou a maldição, que ela lhe sobrevenha! Como não desejou a bênção, que ela se afaste dele!

18 Assim como se vestiu de maldição como dum vestido, assim penetre ela nas suas entranhas como água, e em seus ossos como azeite!

19 Seja para ele como o vestido com que ele se cobre, e como o cinto com que sempre anda cingido!

20 Seja este, da parte do Senhor, o galardão dos meus adversários, e dos que falam mal contra mim!

21 Mas tu, ó Deus, meu Senhor age em meu favor por amor do teu nome; pois que é boa a tua benignidade, livra-me;

22 pois sou pobre e necessitado, e dentro de mim está ferido o meu coração.

23 Eis que me vou como a sombra que declina; sou arrebatado como o gafanhoto.

24 Os meus joelhos estão enfraquecidos pelo jejum, e a minha carne perde a sua gordura.

25 Eu sou para eles objeto de opróbrio; ao me verem, meneiam a cabeça.

26 Ajuda-me, Senhor, Deus meu; salva-me segundo a tua benignidade.

27 Saibam que nisto está a tua mão, e que tu, Senhor, o fizeste.

28 Amaldiçoem eles, mas abençoa tu; fiquem confundidos os meus adversários; mas alegre-se o teu servo!

29 Vistam-se de ignomínia os meus acusadores, e cubram-se da sua própria vergonha como dum manto!

30 Muitas graças darei ao Senhor com a minha boca;

31 Pois ele se coloca à direita do poder, para o salvar dos que o condenam.


Sponholz ....




No Blog de Orlando Tambosi....

Eita, mundo variado!

O site ENI - Igrejologia pinçou uma lista de nomes de igrejas, templos e terreiros que é de chorar de rir. Aí vão alguns exemplos:

Igreja Batista da Pomba Sacrificada
Igreja Evangélica Comissão de Pastores para o Bem
Igreja Evangélica Pentecostal Vencendo, Vem Jesus.
Igreja Evangélica que Era Eu, o Que Sou Hoje
Igreja Pentecostal Esconderijo do Altíssimo
Associação Evangélica Fiel até Debaixo d'Água
Centro Espírita Casa do Vovô Fumo Grosso
Igreja Assembléia de Deus Botas de Fogo Ardentes e Chamuscantes
Igreja Batista Too Much
Igreja das Sete Trombetas do Apocalipse
Igreja da Beira do Trem
Igreja Cristo é Show
Igreja Batista Pronto-Socorro das Almas
Terreiro Umbandista da Mãe Maria da Lavagem

Exotismo não paga imposto, e trouxa é o que não falta aqui no Bananão. Que tal criarmos uma "jigreja" também? Sugiro "Igreja dos Blogueiros do Grotão contra o Lulismo"...

(O site está fora da rede, mas ainda pode ser encontrado aqui - viva o Google).

segunda-feira, novembro 26, 2007

HITLER TAMBÉM SE DISSE OPERÁRIO (O QUE ERA UMA VERDADE) E ATACOU O PRECONCEITO SOCIAL-DEMOCRATA. E DAÍ?







Durante muitos anos, em sucessivas eleições, votei no Sr. Luis Inácio da Silva. Pelo que me lembro, desde a primeira vez em que ele se candidatou ao cargo de Governador de São Paulo. No embate entre ele e Fernando Collor, além de nele votar, passei por momentos péssimos na sua defesa. Um episódio: estava eu no Aeroporto de Cumbica, na fila do cafezinho. Um comandante da TAM gritou que Lulla sofrera um atentado. Quando perguntei o que ocorrera, o sujeito proclamou que um Aurélio foi jogado contra sua cabeça. Respondi de bate pronto: "Sim, foi um atentado, porque o Aurélio é um dicionário muito deficiente, só pode servir para a classe média pouco letrada". As palavras podem não ter sido exatamente estas, mas a significação foi compreendida exatamente pelos integrantes da fila, a começar com o empregado do Comandante Rolim.
Não tomei cafezinho naquele dia...

Em múltiplas situações, defendi o Sr. Da Silva, mas critiquei as suas formas retóricas autoritárias, o vezo de se esconder na posição de suposta vítima, etc. Em muitas horas, os aduladores ou fanáticos (a coisa é a mesma) atacaram a minha honra, competência profissional, etc. Como a estratégia do morde e assopra é comum nas hostes bajulatórias, na era em que o PT estava na oposição e eu criticava os donos do poder (os seus primos tucanos) em favor do livre debate e democracia, os petistas me convidavam para seminários sobre "ética na política" (rá-rá-rá). Naqueles momentos eu era "o professor", não "aquele sujeito" conforme o tratamento a mim reservado hoje, quando não é mais preciso para o PT nem ética nem professor de ética. Mas deixemos tais coisas pregressas.

No último episódio da guerrilha entre o Sr. Luis Inácio da Silva e seu predecessor, o ex-presidente acusou o atual ocupante do Planalto de não dominar a sua lingua. A reação da galera lisonjeadora não tardou a se manifestar: "preconceito!"

Interessante: quando os petistas intelectuais usavam o jargão supostamente pobre da periferia (certa filósofa se esmerou em falar "de que", para agradar o seu mestre)ninguém afirmou que se tratava de preconceito contra o saber. O correto era a apologia da miséria intelectual. Possuir saberes, no círculo petista, significava ser leproso. Os acadêmicos de má fé ou covardes, curvaram a espinha diante do populismo barato.

Penso ainda que ser governante não exige diploma universitário. Mas requer saberes. Em especial saberes e caráter para assumir os próprios erros e falhas, sem jogá-los nas costas alheias.

Para recordar, ou para informar os incautos, cito um episódio pouco edificante.

O Reichstag agoniza sob o tacão de Hitler, que ainda engatinha no poder. O Chanceler do Reich exige do Parlamento a aprovação da Lei dos Plenos Poderes. Hitler toma a palavra e ameaça os deputados do Zentrum e os social-democratas. Com a réplica de Otto Wels (ainda é possível replicar naquele instante...) o Führer responde à defesa da livre imprensa e demais instituições pela social-democracia:

"FOI DITO AQUI (...) QUE NÃO PODEREMOS PRESCINDIR DA SOCIAL-DEMOCRACIA PORQUE FOI ELA A PRIMEIRA A LIBERAR ESSAS CADEIRAS PARA O POVO, PARA OS TRABALHADORES E NÃO APENAS PARA OS BARÕES E OS CONDES. (...) SENHOR DEPUTADO, SAIBA QUE SE PRONUNCIOU MUITO TARDE! POR QUE O SENHOR NÃO DEU ESSA AULA NO MOMENTO INDICADO A SEU AMIGO GRZESINSKI, OU A SEUS COMPANHEIROS BRAUN E SEVERING, QUE ME ACUSARAM ANOS A FIO DE SER APENAS UM PINTOR DE PAREDES DIARISTA? DURANTE ANOS OS SENHORES TÊM ANUNCIADO ISSO EM SEUS CARTAZES. (...) E POR FIM CHEGARAM A DECLARAR QUE ME EXPULSARIAM DA ALEMANHA A CHICOTADAS". Comenta Joachim Fest: "Hitler concluiu o discurso com uma observação reveladora; solicitava do Reichstag alemão, unicamente "EM RESPEITO À LEGALIDADE" e por motivos psicológicos, "CONCEDER-NOS ISTO QUE TERÍAMOS PODIDO OBTER DE QUALQUER MODO". Dirigindo-se então aos social-democratas, exclamou: "CREIO QUE SE NÃO VOTAM A FAVOR DESSA LEI É PORQUE NOSSA INTENÇÃO PROFUNDA É INCOMPREENSÍVEL PARA A MENTALIDADE ERUDITA DOS SENHORES (...) E SÓ LHES POSSO ASSEVERAR UMA COISA : NÃO QUERO MAIS SEUS VOTOS. A ALEMANHA SERÁ LIVRE, MAS SEM OS SENHORES!".

Comenta novamente Joachim Fest:

"A resposta de Hitler assemelhava-se, pela rudeza cheia de um tom de bravata e o prazer embriagador de arrasar o adversário, à réplica que ele mesmo formulara em setembro de 1919, quando um orador acadêmico, empregando entonação professoral, desatara pela primeira vez as veias da eloquencia hitleriana, fazendo o bravo Anton Drexler ficar estupefato". QUANTO ÀS BRAVATAS E QUANTO A ARRASAR OS ADVERSÁRIOS, ESTA MÚSICA AINDA RESSOA EM NOSSOS OUVIDOS, NÃO É, COMPANHEIROS DO BRASIL? . QUANTO AO TOM PROFESSORAL DOS SOCIAL-DEMOCRATAS, ELE IRRITA MUITO, ATÉ OS NOSSOS DIAS. DOGMATISMO? TEU NOME É SOCIAL-DEMOCRACIA...(RR).


(ADOLF HITLER, BIOGRAFIA ESCRITA POR JOACHIM FEST, VOLUME 2, PÁGINA 487 DA TRADUÇÃO BRASILEIRA).

DUAS NOTAS:

1) ARROGÂNCIA DE SOCIAL-DEMOCRATA É HÁBITO. O QUE LEVA AQUELE SETOR POLÍTICO AOS PIORES ERROS E TRUCULÊNCIA.

2) TAL ARROGÂNCIA, NO ENTANTO, NÃO DESCULPA O "POBRE OPERÁRIO" E SEUS FEITOS, INTENTOS E VONTADES. E TAMBÉM DOS FEITOS, INTENTOS E VONTADES DOS "COMPANHEIROS" VESTIDOS DE MARROM, NAS SA. TODO HITLER, GRANDE OU PEQUENO, TEM A SUA SA, COMO SABEMOS PELOS LATIDOS E MORDIDAS DOS ÁULICOS.

3) SE FHC FOI ARROGANTE, NÃO É POSSÍVEL ESQUECER QUE UM TERCEIRO REICH, PERDÃO, UM TERCEIRO MANDATO SE PREPARA NOS ANTROS IMUNDOS DOS BAJULADORES, A RECEITA É DADA PELO DITADOR DA VENEZUELA.

CHANTAGENS DO TIPO "SOU INQUESTIONÁVEL, INFALÍVEL, ONIPOTENTE PORQUE UM DIA FUI POBRE" É ALGO NOJENTO EM QUALQUER SITUAÇÃO.

QUE OS BAJULADORES RECORDEM O EXEMPLO DE HITLER E ARRUMEM DESCULPA MELHOR PARA IMPÔR SUA DITADURA.

ROBERTO ROMANO

sábado, novembro 24, 2007

E pensar que os hierarcas do Brasil me consideram "pessoa perigosa", devido ao meu livro Brasil, Igreja contra Estado...

24/11/2007 - 13h14
Chávez insulta e ameaça enviar religiosos venezuelanos para a prisão

CARACAS, 24 Nov 2007 (AFP) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, insultou e ameaçou na sexta-feira à noite enviar para a prisão os principais religiosos do país, caso se envolvam em ações que desestabilizem seu governo, em mais uma polêmica de seu governo.

"Reitor (Luis) Ugalde, uma vez o perdoei, mas se o fizer outra vez vai parar em (na prisão) Yare, com batina e tudo (...) E você também cardeal", disse Chávez, a respeito de declarações do reitor da Universidade Católica Andrés Bello e do cardeal Jorge Urosa Sabino contra a reforma constitucional.

O presidente venezuelano chamou de "vagabundos", "meliantes", "aduladores", "estúpidos" e "retardados mentais", entre outras coisas, a hierarquia da Igreja, que criticou em um documento público a proposta de mudança da Constituição, que será submetida a um referendo no dia 2 de dezembro.

"São o demônio, defensores dos mais podres interesses, são uns verdadeiros vagabundos, do cardeal para baixo", disse Chávez em um polêmico programa noturno da televisão estatal.

A Igreja venezuelana divulgou em 19 de outubro um documento no qual critica a proposta constitucional porque "limita a liberdade dos venezuelanos, incrementa excessivamente o poder do Estado, elimina a descentralização e o governo controla muitos espaços da vida cidadã".

"Que rezem 100 pais-nossos e 100 ave-marias de joelhos", completou um irado Chávez.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Seleçao de noticias, trazidas pelo Blog Perolas, de Alvaro Caputo.


 
Que diabo será a  função de Embaixador Extraordinário para a Mudança do Clima
Com certeza vai interceder junto á atmosfera para mudar de clima.
 
MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES
DECRETOS DE 19 DE OUTUBRO DE 2007
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea "a", da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 39, § 3º, da Lei 11.440, de 29 de dezembro de 2006, resolve
D E S I G N A R
SÉRGIO BARBOSA SERRA, Ministro de Primeira Classe da Carreira de Diplomata do Quadro Permanente do Ministério das Relações Exteriores, para exercer a função de Embaixador Extraordinário para a Mudança do Clima .
Brasília, 19 de outubro de 2007; 186o da Independência e 119 o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Samuel Pinheiro Guimarães Neto

Email que recebi de um amigo
 
O ministro Altemir Gregolin (Aqüicultura e Pesca) nomeou Marcos Santiago Fritsch para a gerência de projetos. Ele é filho de José Fritsch, o ex-ministro que chefiou Gregolin, e receberá do contribuinte otário R$ 6 mil por mês.

Claudio Humberto
 
Sobre os tucanos (eta passaro sem vergonha....)
O que era para ser um dia de festa no PSDB, com a largada do projeto para tentar voltar ao poder em 2010, acabou marcado por duas notícias negativas para os 1.200 participantes de todo o país que foram ao Congresso do partido: a formalização da denúncia contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) pela participação no valerioduto mineiro, e a suspensão do programa anual do partido que iria ao ar ontem em cadeia de rádio e TV, determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que aceitou a tese do PT de que o programa do PSDB do ano passado foi usado indevidamente para propaganda fora de época do candidato Geraldo Alckmin



 

Da serie " perguntar não ofende"
 Acordou, Nilcéia?
Amanheceu, não é mesmo? Pelo menos é o que dá para ver da janela aqui de casa.
E aí ministra Nilcéia Freire, da Mulher?
Algo a dizer sobre a menina estuprada dentro de uma cela que guardava 20 homens no Pará acusados de vários crimes?
Distribua pelo menos uma nota oficial. Diga de sua indignação com o episódio. Admita que os direitos humanos da menina foram violados e que o governo tomará providências rigorosas a respeito.
Se não fosse pedir demais, a senhora poderia dar um pulinho lá para manifestar pessoalmente sua solidariedade à família da pobre menina. É gente pobre.
Salvo engano, o governo despachou ministro para o Pará depois do assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, não foi? 
A família da menina deve ter votado em Lula - quer apostar? Deve ser cliente do Bolsa-Família - quer apostar?
Mesmo que não tenha votado, merece uma palavra de atenção da senhora.
Não a imagino tão ocupada assim que não possa dizer ou fazer qualquer coisa a respeito.
Creio que a senhora deve ter acordado.

Noblat



 

Piadas (????????)
Preparando a Declaração de IR 2008!!!!!
Já atualizou sua lista de dependentes do IR ? Não ?
Então pode copiar da minha.
Tenho certeza de que me esqueci de um monte...
Você pode lembrar e acrescentar para mim?
DECLARAÇÃO ANUAL DE RENDIMENTOS - PESSOA FÍSICA
RELAÇÃO OFICIAL DOS MEUS DEPENDENTES:
01) Governo Federal - IR, CPMF etc.;
02) Governo Estadual - IPVA, ICMS etc.;
03) Governo Municipal - IPTU, TRSD, ISSQN etc.;
04) INSS - Contribuição previdenciária;
05) Conselho Regional Profissional - Contribuição anual ;
06) Sindicato da Categoria Profissional - Contribuição anual;
07)  DMAE/COMLURB - Contas de água e esgoto (consumo mínimo) e taxa de coleta de lixo;
08) CEEE/CEG - Contas de luz e gás (consumo mínimo);
09) Telefonica/BrasilTelecom /TIM/ CLARO / VIVO celular - Assinatura mensal;
10) Plano de Saúde - Mensalidade;
11) Detran - Licenciamento anual de veículo, transferência e renovação de carteira de habilitação;
12) Contran - Taxa de inspeção veicular ;
13) IRB - Seguro automotor obrigatório ;
14) Concessionárias de estradas de rodagem - Pedágios ;
15) CET/DSV/ESTAR - Talões de estacionamento ;
16) Terminais aeroviários e rodoviários - Taxa de uso dos sanitários e estacionamento ;
17) Instituições financeiras - Taxas de administração e manutenção de contas correntes, renovação anual de cartões de crédito, requisição de talões de cheque etc.;
18) Tomadores de conta de veículos, guardadores de lugar em filas, cambistas diversos, flanelinhas e vendedores de semáforos - Caixinha, cafezinho etc.;
19) Carteiro, lixeiro, varredor de rua, porteiro do prédio, leitores de relógios e entregadores de contas, entregadores de gás, de água etc.  - Páscoa, Natal, Ano Novo etc.
Mais  567 deputados federais
81 senadores, com as respectivas AMANTES e CORJAS. 
E também deputados estaduais, Prefeito e vereadores.
E Dna. Marisa, "a inútil", e os gastos livres e sem controle do Palácio da Alvorada.


 

Villas Boas no JB e no Blog Perolas de Alvaro Caputo. Ainda estou cobrando a minha patente sobre o fato de que tucanos e petistas sao primos...

Governo e oposição são irmãos siameses
O espetáculo circense que vem sendo protagonizado pelo presidente Lula num dos cantos do picadeiro e pela desentendida oposição do outro, bem analisadas as razões de cada lado, leva à conclusão de que ambos não cometem o pecado da incoerência.
Lula e a oposição apenas trocam os lugares como irmãos siameses que se reconhecem no verso e reverso do jogo político. O presidente esgoela-se para pendurar no pescoço da oposição a tabuleta da incoerência ao combater a cobrança do imposto sobre o cheque que sempre defendeu durante o bisado mandarinato do sociólogo Fernando Henrique Cardoso. No contra-ataque, a oposição verbera a incoerência de Lula na briga pela prorrogação da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira, a CPMF do nome oficial, que ele e o seu partido sempre combateram como sendo o imposto que onera a classe média e respinga nos pobres.
Na mesma travessura dos quatro cantos, o presidente e a oposição cruzam as setas no tema mais delicado e suspeito da reeleição: FHC jogou pesado, com a ajuda dos brejeiros votos amazônicos, para emplacar o segundo mandato sob o fogo cerrado da ira oposicionista; Lula não apenas moveu céu e terra para a consagração do bis com 60 milhões de votos como estaria mexendo os pauzinhos na moita para vender o terceiro mandato a troco da reforma política que extinguiria para sempre a reeleição, dourando a pílula com o mandato de cinco anos para presidente, governador e prefeito.
Ora, tanta laúza por tão pouco ou por nada. Pois nem o presidente Lula está sendo incoerente nem a oposição deve enfiar na cuca o gorro da leviandade. Basta que se olhem no espelho com atenção e com a vista limpa de preconceitos para que reconheçam que são gêmeos univitelinos, vinhos da mesma pipa, sapatos do mesmo pé.
Oito anos da Presidência de FHC e os quatro anos, 10 meses e 17 dias do principado de Lula foram mais do que suficientes para comprovar o que entrava pelos nossos bugalhos, mas que teimávamos em não acreditar. As diferenças mais táticas do que programáticas entre os manos desavindos foram sendo apagadas como riscos de giz no quadro-negro à medida que tênue maquiagem era desfeita pela aragem dos desacordos, em que se resume a luta pelo poder.
Nem o presidente ou o PT têm qualquer compromisso ideológico com o socialismo - tanto que se refugiam no vago toldo da esquerda, um substantivo que tanto serve como sinônimo do populismo como para o ponta que fecha a escalação dos times de futebol.
Como todos os truques, lá um dia a esperteza é descoberta. É o que estamos assistindo neste vexaminoso momento de decadência moral, de desperdício com o dinheiro público, de gastança irresponsável dos três poderes, da série de escândalos impunes, do mensalão, do caixa 2, dos correios, das ambulâncias que denuncia a hipocrisia que grassa como praga e nada poupa.
No despenhadeiro de morro abaixo, as desculpas e potocas de improvisos presidenciais não desviam a enxurrada que transborda para todos os lados.
A oposição saltita nas picuinhas entre siglas tão ocas como imbaúbas e não consegue amassar o consenso para derrubar o imposto do cheque. E menos ainda para enfrentar o dever de denunciar a imoralidade das mordomias, da madraçaria da semana parlamentar de dois a três dias úteis, da verba indenizatória, da gastança com o funcionalismo, das obras inúteis à impunidade do corporativismo.
E o presidente Lula não tem como negar a evidência de que o dinheiro está sobrando no excesso de R$ 35,7 bilhões da arrecadação de impostos e contribuições federais e na caçoada das mordomias no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, muito além dos R$ 40 bilhões da tunga do imposto do cheque.

Villas Boas no JB
 

E A NOVA DENUNCIA DO PROCURADOR DA REPUBLICA, HEIN? COMO DIZ ALVARO CAPUTO, TUCANO, ETA AVE SEM VERGONHA....

É engraçada a nova situação: o roto fala do rasgado como dizia meu velho avô de Itapetininga!

RR


Quando os dois partidos, PT e PSDB, respeitarão os que neles votam?

O PREMIO "GAROTINHO DE OURO" DE HOJE FOI REPARTIDO ENTRE OS JUIZES ARABES E SUAS CHIBATAS E OS SEUS COLEGAS BRASILEIROS COM A SUA "DISTRAÇAO"

Comentário :

Os íntegros juizes árabes seguem a lei à risca. E querem riscar com chicotes a pele das vítimas. Os juizes brasileiros, também integros, não conseguem ler na pele das vítimas o direito natural, pois só foram treinados para aplicar a lei positiva, a lei dos carimbos, a lei burocrática. E dizem que estamos na era da liberdade...

RR

JUSTIÇA? JUSTIÇA? JUSTIÇA?

Justiça sabia que menina dividia cela com homens
Polícia apresentou relato da situação protocolado no fórum em 7 de novembro

Em nota na terça-feira, três juízes, três promotores e duas defensoras públicas de Abaetetuba (PA) negaram saber da situação da garota

SÍLVIA FREIRE
DA AGÊNCIA FOLHA

A Justiça do Pará sabia que uma jovem dividia uma cela com cerca de 20 homens antes do dia 14 de novembro, quando o Conselho Tutelar de Abaetetuba (137 km de Belém) denunciou o caso às autoridades.
A afirmação é da Polícia Civil do Estado, em mais um capítulo do jogo de empurra entre autoridades paraenses em torno da responsabilidade pelo caso.
A corporação apresentou documento protocolado no Fórum de Abaetetuba em 7 de novembro, no qual o delegado Antonio Cunha, superintendente regional da região do Baixo Tocantins, pedia a transferência urgente da jovem para o CRF (Centro de Recuperação Feminina), localizado em Belém. No documento, encaminhado à juíza Clarice Maria de Andrade, Cunha informava que a garota estava presa com outros detentos e que corria risco de sofrer "todo e qualquer tipo de violência".
Nota divulgada na última terça pelos três juízes, três promotores e duas defensoras públicas de Abaetetuba informava, entretanto, que no pedido de remoção da jovem nada fora comunicado "sobre o fato de que a presa estava na mesma carceragem que presos".
O pedido de transferência da polícia só foi feito quando a jovem já estava presa havia 15 dias. No total, a jovem ficou presa durante 26 dias.
Cunha é um dos três delegados afastados até o fim das apurações do caso pela Corregedoria da Polícia Civil. A reportagem tentou falar ontem com a juíza, mas ela não ligou de volta. Segundo o conselheiro tutelar José Maria Quaresma, o conselho soube da situação da garota em 14 de novembro, por meio de uma denúncia anônima. Membros do órgão visitaram a carceragem e confirmaram a informação. A mesma denúncia informava que ela tinha 15 anos -a idade da jovem ainda está sob apuração.
Aos conselheiros, a jovem disse ter sofrido abuso sexual dos cerca de 20 presos da cela, que teve que fazer sexo com eles em troca de comida e que foi agredida -apresentava hematomas e marcas de queimadura de cigarro pelo corpo.
O promotor Lauro Freitas Júnior, de Abaetetuba, afirmou que o registro da prisão em flagrante da garota chegou ao Ministério Público Estadual apenas em 12 de novembro.
Segundo ele, não havia informação no documento sobre a situação da jovem na cadeia. A defensora pública Rossana Parente, que recebeu o flagrante da menina, disse que não tem tempo para ir à delegacia a cada registro. Afirmou ainda que não pôde pedir a soltura, pois a jovem estava sem documentos e a família não fez contato.
O pai da jovem afirmou ontem à Corregedoria da Polícia ter sido coagido por policiais civis a declarar, em depoimento, que a filha tem mais de 18 anos.
A ONG Justiça Global e uma comissão coordenada pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República vão acompanhar o caso.

Colaborou KÁTIA BRASIL, da Agência Folha, em Manaus

JUSTIÇA? JUSTIÇA? JUSTIÇA?

Sauditas punem mulher estuprada
Jovem de 18 anos violentada por sete homens é condenada a seis meses de detenção e 200 chibatadas

Juízes censuraram encontro da vítima desacompanhada com homem em shopping; lei islâmica local adota segregação entre os sexos

DA REDAÇÃO

O local é Qatif, Arábia Saudita. O crime, o estupro de uma adolescente de 18 anos por sete homens há cerca de um ano e meio. O que despertou reações mundiais nos últimos dias, porém, é o resultado: a vítima foi condenada na semana passada por uma corte a seis meses de prisão e 200 chibatadas.
"Para o tribunal, [o estupro] foi culpa da garota e não teria acontecido se ela não tivesse ido se encontrar com um homem que não é seu parente", disse o advogado de defesa do caso, Abdulrahman al Lahim, ao jornal "Arab News".
O calvário da garota de Qatif, como a vítima ficou conhecida, começou em 2006, ao se encontrar com um conhecido em um shopping local. Segundo seu advogado, ela estava noiva e quis recuperar fotos antigas, "não comprometedoras", com o homem. No local, ambos foram seqüestrados por um grupo de sete homens e sofreram repetidos abusos. Ela conta que foi estuprada 14 vezes.
Em outubro de 2006, o caso foi levado a julgamento. Os sete acusados receberam sentenças de no máximo cinco anos de prisão -o que é considerado leve, já que o estupro pode ser punido com a morte na Arábia Saudita.
Segundo o ministro da Justiça do país, citado pelo jornal "Kwait Times", os sete não foram condenados à morte por "falta de testemunhas" e "ausência de confissões". Mas o tribunal não parou por aí: censurando a reunião sem supervisão entre as vítimas, eles foram condenados a 90 chibatadas.
A Arábia Saudita tem um sistema de cortes religiosas que seguem a lei islâmica (sharia), um código que não está escrito. Em muitos crimes, como estupro, as sentenças dependem da interpretação do juiz.
A garota recorreu e, mais de um ano depois, conseguiu que a pena dos estupradores fosse elevada para entre dois e nove anos de prisão. De novo, porém, ela própria foi punida: a corte mudou na última semana sua sentença para 200 chibatadas e seis meses de prisão.
Uma fonte da corte citada pelo "Arab News" afirmou que os juízes se irritaram pela tentativa da garota de "influenciar o Judiciário por meio da mídia". Antes da apelação, ela, seu marido e seu advogado buscaram apoio da imprensa para tentar reverter o castigo. O advogado de defesa, segundo Al Lahim afirmou à CNN, teve a licença profissional foi cassada.
Nesta semana, os pré-candidatos à Presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton, John Edwards e Joe Biden fizeram apelos pela reversão da sentença e criticaram o silêncio do governo americano. Apesar de dizer que o resultado do julgamento foi uma "surpresa", a Casa Branca não condenou explicitamente os sauditas, aliados que são os maiores exportadores de petróleo do mundo.
Grupos de direitos humanos, como o Human Rights Watch, também protestaram.

Dubai
A Justiça saudita não é a única a causar controvérsia recente no Ocidente com uma decisão sobre um crime sexual : nos Emirados Árabes Unidos, tidos como exemplo de modernidade no Oriente Médio, o caso de um adolescente francês de 15 anos violentado por três homens no banco de trás de um carro também virou manchete internacional.
A vítima, Alexandre Robert, sua família e diplomatas franceses dizem que, além de desencorajarem uma queixa, as autoridades de Dubai levantaram a possibilidade de processar o jovem por "atividade homossexual criminosa". Robert também levou meses para ser informado de que um de seus agressores é portador do HIV.
O país classifica a violação de homens como "homossexualidade forçada", geralmente punida com prisão por até dois anos, segundo o "New York Times". Robert ainda fará testes para excluir a contaminação por HIV. Ele deixou Dubai. O caso será julgado e, segundo a promotoria local, os dois acusados adultos poderão ser executados. O terceiro, adolescente, enfrenta uma corte juvenil.

PARABENS SEBASTIAO LOUREIRO, PELA FILHA CAÇULA! QUE ELA SEJA A MEDICA DOS SONHOS, DOS CORPOS, DAS ALMAS!

No Blog Panorama, de Mario Araujo Filho, as agonias da ex-querda.

Jornal O NORTE

João Pessoa, Quinta-Feira, 22 de Novembro de 2007

Avenzoar deixa o PT e critica dirigentes

DESFILIAÇÃO Ex-deputado acusa o partido de não reservar mais espaço para
quem vive do trabalho e quem luta pelas causas sociais
Paulo de Pádua
padua@jornalonorte.com.br

"O Partido dos Trabalhadores da Paraíba não tem hoje mais espaço para quem vive do trabalho e luta pelas causas sociais. É um ambiente para quem vive de renda. Então, eu hoje estou a procura de um espaço que seja coerente". Foi o que declarou o ex-deputado federal Avenzoar Arruda que entregou no final da tarde de ontem sua carta de desfiliação dos quadros do PT.
Ele deixou claro que sua saída do PT não é um ato emocional, mas um ato racional, quevinha sendo avaliado, pensado e estudado há mais de dois anos. Avenzoar Arruda não poupou críticas a postura adotada pelos que comandam a legenda no Estado de não quererem apresentar candidatos, por exemplo, para concorrer a majoritária nas eleições do próximo ano.

O parlamentar disse não acreditar muito em partido que não se interessa em lançar candidaturas próprias em processos eleitorais. "Conheço mil exemplos de partidos que não conseguiram sobreviver e se acabaram por não apresentar candidatos nos principais municípios da Paraíba", desabafou ele. Avenzoar entende que a sociedade, de um modo geral, precisa fazer uma autocrítica do processo recente da esquerda.

Na carta de desfiliação entregue a Direção Estadual Avenzoar destaca, entre outras coisas, que "um socialista convicto tem muitas dificuldades em militar dentro de um partido que defende o capitalismo com algumas ressalvas". O ex-petista acredita que, agora, o PT ficará livre de um militante que insiste em incomodá-lo com idéias como igualdade social, método dialético, luta de classes, independência em relação aos partidos da classe dominante e outras tantas coisas incômodas ao senso comum partidário".

Avenzoar ressalta , no documento, que "também ficará livre, ao mesmo tempo, para agir de acordo com sua consciência, sem precisar justificar questões que o incomodam como, por exemplo, um terceiro mandato para Lula, uma nova reforma da previdência que reduz direitos, uma política econômica que preserve interesse do capital financeiro nacional e internacional e o apoio às forças políticas conservadoras em troca de espaços fisiológicos".

Na carta, ele lembra que sua "trajetória no PT foi sempre em defesa de um projeto independente para tentar tirar o povo da Paraíba de um atraso secular. O ex-deputado destaca, no entanto,"que isso não faz mais sentido para o partido". Ainda no documento, Avenzoar ressalta que "no PT de hoje não há mais espaços para quem não tenha condições financeiras de sustentar uma base mobilizável a qualquer tempo, a não ser para aqueles que aceitam essa situação como normal, democrática e digna para um militante, o que não é o meu caso".

SAIBA MAIS

Avenzoar Arruda não esconde o interesse de se filiar no PSOL. Ele comentou que sua filiação vai depender muito dos dirigentes e filiados da legenda. "O partido que eu apoio e simpatizo é o PSOL. Na próxima eleição estarei apoiando os seus candidatos", assegurou. O ex-deputado afirmou que ainda não definiu seu projeto político futuro e se pretende concorrer a algum cargo eletivo nas eleições de 2010. Ele assegurou na carta de desfiliação que "vai continuar nos movimentos sociais,
especialmente no movimento sindical, e que o ingresso em outro projeto de partido político, na sua concepção, é um instrumento fundamental, embora não único, do fazer político".

Avenzoar enfatiza, no documento, "que não reconhece mais o PT e que há, entre ele e o partido, uma incompatibilidade político-ideológica. O PT mudou e deixou de ser o partido que eu ajudei a fundar no Estado e que eu conheci", finalizou.

quinta-feira, novembro 22, 2007






quarta-feira, novembro 21, 2007

Golpes e poder eterno

Correio Popular de Campinas
21/11/2007

Roberto Romano
Golpes e poder eterno



Debates sobre eleições e plebiscitos, não raro, impedem a reflexão acurada sobre a ordem institucional. O maior dilema dos regimes políticos reside no estatuto das minorias. Mesmo os absolutistas e totalitários enfrentaram a dificuldade. A minoria de hoje pode se transformar na maioria de amanhã. Se os vencidos forem tratados de maneira injusta, não apenas eles, mas a sociedade toda é violentada. As tiranias negam o direito público na exata medida em que arrancam as prerrogativas dos núcleos minoritários. Governos justos respeitam a vida, a segurança, as idéias dos divergentes. Sem o direito de oposição, o regime democrático perde a alma livre que o caracteriza. Nenhum ensaio democrático sobreviveu após golpear as forças renitentes aos governos hegemônicos. Foi assim na Revolução inglesa e a ditadura de Cromwell, na Revolução francesa e os jacobinos, na Revolução norte-america e o descarte dos que seguiam Thomas Paine e outros, na Revolução russa e a expulsão dos trotskistas.

A crônica dos fracassos chega a ser monótona, quando se examina o Estado democrático reduzido à ditadura de uma facção. Os revolucionários ingleses que discordavam do Lord Protetor foram enviados para a Irlanda, afim de aumentar o poderio de seu país e morrer. Os girondinos, acusados de traição pelos “virtuosos”, foram cortados pela guilhotina. Como resultado, os próprios jacobinos tiveram a mesma sorte. A oposição inspirada em Thomas Paine foi ignorada na letra e no espírito da Constituição. E sofreu o país inteiro, quando as contas foram cobradas na Guerra Civil, cujas feridas ainda brotam sob o tecido das leis norte-americanas. Na Rússia, a virulência ditatorial - com os desvios políticos, ideológicos, jurídicos e científicos - gerou campos de concentração e a queda final da URSS, substituída pelas máfias, saídas do ventre imundo da KGB, com as bênçãos de Boris Yeltsin. Também é preciso refletir sobre os nazistas e fascistas que, no governo, mantiveram a forma das leis, mas as torceram para garantir o mando perene (o “Reich de mil anos”) e aniquilar toda oposição.

Eleições seriam o correto retrato da vontade social? A resposta é incerta. As causas desta dúvida encontram-se em muitos fatores. Durante as eleições, quem exerce o poder não quer e não pode abandoná-lo. Daí, a busca de fórmulas razoavelmente legais para equacionar o problema. Caso não surjam tais meios, vem a escala de violência que usa golpes de Estado, brancos e sangrentos. Os tiranos modernos legitimam com plebiscitos sua perpetuação nos cargos. E o resultado é geralmente favorável a eles, visto que dispõem de propaganda em quantidade superior à dos opositores. Os tiranos populistas, em plebiscito, ostentam aprovação que beira os 100% da massa popular. Outro item os favorece: o escrutínio a ser definido. O critério da maioria absoluta é aparentemente o mais correto. Mas ele é herança teológica na ordem civil. Durante séculos “a Igreja foi a única instituição ocidental a conhecer e praticar eleições livres e regulares e respeitou a consulta aos governados”. (L. Moulin, Les origines religieuses des techniques électorales et déliberations modernes, Revue internationale d´Histoire politique et constitutionnelle, in F. Bon, Les elections en France, Paris, Seuil, 1978). Comenta F. Dagognet: “Esta fonte eclesial inspirou a preferência pela maioria de dois terços que subsiste em alguns regulamentos; sem a unanimidade sonhada e moralmente exigida, se deseja a margem mais ampla, pois ela consolida o resultado”. (Élection in Philosophie de l´Image, Paris, Vrin, 1984, p 188).

Quem é aprovado pela maioria absoluta, pode se canditar ao cargo do Eterno (voz populi, vox Dei). É o que desejam todos os poderosos, indicados por E. Canetti como “os sobreviventes”. E contra Deus, nenhuma oposição pode ser mantida sem que os seus líderes sofram o destino de Lúcifer, a expulsão para o inferno do exílio, torturas, prisões etc. Hoje se prepara um golpe no País. Os seus fabricantes (e futuras vítimas) pensem nos resultados. Voltarei ao tema nos próximos artigos.

terça-feira, novembro 20, 2007

COMUNICADO DA B nai B rith sobre outorga de medalha.

B´nai B´Rith Press Especial.

10 de Kislev 5768 20 de Novembro de 2007

B' nai B' rith outorga Medalha de Direitos Humanos
ao Prof. Dr. Roberto Romano, ao celebrar 75 anos
de atuação, dia 1º. de dezembro de 2007


A B´nai B´rith do Brasil decidiu outorgar a Medalha de Direitos Humanos 2007 ao Prof. Dr. Roberto Romano, pelo reconhecido desempenho e sensibilidade como cidadão na defesa da Ética, da Democracia e dos Direitos Humanos.

A solenidade será no dia 1 de dezembro, às 20h30, no marco das comemorações dos 75 anos de existência da B´nai B´rith no País, durante a 18º. Convenção Nacional da entidade em sua sede em São Paulo.

O evento contará com a presença do Presidente da B´nai B´rith Internacional, Moishe Smith, do Vice-Presidente executivo Dan Mariaschin e do Diretor da BB Latino-Americana Eduardo Kohn, e dos co-presidentes da B´nai B´rith do Brasil Abraham Goldstein e Francisco Gotthilf, e será seguido de jantar comemorativo.

Livre docente adjunto e professor titular da Unicamp, o Prof. Dr. Roberto Romano doutorou-se pela Escola de Altos Estudos Sociais de Paris, em 1978. Leciona História da Filosofia Moderna na graduação e Ética e Filosofia na pós-graduação do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. Assessor do CNPq, Capes, Fapesp, entre outros, coordenou a Frente Nacional em Defesa da Ciência e Tecnologia e foi diretor Associado da Faculdade de Educação da Unicamp.

Presidiu a Comissão de Perícias da Unicamp, no período em que solucionou, de modo positivo, a questão das "Ossadas de Perus". Com cinco livros publicados e participação em vários outros, como colaborador, é autor de inúmeros artigos em revistas especializadas e jornais do País, e profere conferências e palestras no País e no Exterior sobre Ética, Democracia, Direitos Humanos e na defesa do Ensino Público.

Foi distinguido em 2000, pela `Associação Juízes para a Democracia`, como defensor dos direitos humanos no Brasil.

`... no meu trabalho em Filosofia, sempre insiro a estética e a política... para mim, a estética, a política e a ética têm de ser vistas sob o prisma da beleza e da verdade`, afirma no livro Conservadorismo Romântico.

`Outorgar a medalha ao Prof. Roberto Romano é antes de tudo, ao reconhecer o valor do seu trabalho, relembrar a todos o quanto a ética e a moral e a democracia, em todas as organizações, entidades e atividades de nossa sociedade, são fatores importantes e básicos para o estabelecimento de uma sociedade justa e ao sê-lo respeitará e praticará naturalmente os Direitos Humanos para e com todos`, reforça o Presidente da B‚nai B‚rith do Brasil Abraham Goldstein.


Medalha de Direitos Humanos foi entregue a: FEB,
Dra.Zilda Arns,Paulo Paim, Ibsen Pinheiro e Mauricio Correa

Instituída em 1967, a`Medalha Nacional de Direitos Humanos` destina-se a homenagear personalidades que se destacaram no campo da promoção e defesa dos `Direitos Humanos` na vida pública brasileira. O Prof. Dr. Roberto Romano vem se juntar aos agraciados em anos anteriores como a Força Expedicionária Brasileira, Profª Ruth Cardoso pela instituição do programa Comunidade Solidária; Dra. Zilda Arns Neumann - Pastoral da Criança, Deputado Federal Paulo Paim, Dr. Ibsen Valls Pinheiro, Secretário Estadual da Comunicação Social do RS, ambos pela ação nas leis contra o anti-semitismo, e em 2005, ao Ministro e Presidente do Supremo Tribunal Federal Dr. Mauricio Correa.

Representado em uma das faces da Medalha, o candelabro de sete braços - a MENORÁ - o mais antigo símbolo do judaísmo levado posteriormente para o primeiro Templo erigido para o culto de Deus em Jerusalém - representa para a B‚nai B‚rith a missão de difundir e desenvolver a Luz, a Justiça e a Paz, com Beneficência, Fraternidade e Harmonia, sob o manto incontestável da Verdade.



Edição : Lia Bergmann - Assessora de Direitos Humanos e Comunicações da B´nai B´rith do Brasil



segunda-feira, novembro 19, 2007

COMUNICADO AOS AMIGOS, COM ALEGRIA RECEBEREI A MEDALHA.


Obrigado Roque Sponholz! "Amigo é coisa pra se guardar, debaixo de sete chaves dentro do coração..."
Um abraço!
Roberto


B´nai B ´rith

COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS



PROFESSOR ROBERTO ROMANO- UNICAMP






“MEDALHA DE DIREITOS HUMANOS” DA B’NAI B’RITH DO BRASIL - 2007



A B’nai B’rith, que significa Filhos da Aliança, fundada há 164 anos e presente no Brasil há 75, é a mais antiga e maior entidade judaica internacional que promove, educa e trabalha politicamente pelos Direitos Humanos. Temos presença em 54 países, assento permanente, como Organização Não Governamental na ONU, na Organização dos Estados Americanos, na Comunidade Européia e no Mercosul. Nestas Organizações participamos ativamente, lutando pela adoção de políticas e resoluções que apóiem as minorias em seus direitos e deveres no convívio social, incluindo a integração do Estado de Israel no contexto das Nações, procurando caminhos e alternativas sadias que conduzam à Paz na região.



O objetivo é um mundo melhor, mais eqüitativo e mais justo para todos, através de uma atuação política não partidária. Composta por voluntários atua nas áreas de saúde, educação e bem-estar social, através do trabalho conjunto com diversos setores da sociedade. B´nai B´rith significa Filhos da Aliança. Na Aliança entre o homem e seu Criador está inserida a mensagem do monoteísmo ético, e sua missão é disseminar a Paz e a Justiça Social.


Instituída pela B’nai B’rith em 1967 e idealizada pelo consagrado artista e arquiteto LIVIO LEVI, A “Medalha de Direitos Humanos” da B’nai B’rith do Brasil, destina-se a homenagear personalidades de destaque na vida brasileira que, no decorrer do período que entremeia as Convenções Nacionais desta entidade, tenham tido uma atuação destacada no campo da promoção e defesa dos “Direitos do Homem”.


Concedida pela primeira vez em 1967, ao jornalista Júlio Mesquita Filho, a Medalha de Direitos Humanos foi conferida em anos subseqüentes ao poeta Castro Alves (in memorian); à FUNAI, na pessoa do então ministro, General Costa Cavalcanti; ao Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL, na pessoa do Ministro da Educação Ney Amintas de Barros Braga; à escritora Rachel de Queiroz; ao Ministro Afonso Arinos de Melo Franco; à fundação Roberto Marinho, na pessoa de Roberto Marinho; ao escritor Austregésilo de Athayde; ao Ministro Dilson Funaro; ao jornalista Manoel Francisco do Nascimento Brito, Diretor-Presidente do Jornal do Brasil; à Força Expedicionária Brasileira, através da ANFEB-Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira; ao Ministro dos Esportes, Edson Arantes do Nascimento, à Profª Ruth Cardoso pela instituição do programa Comunidade Solidária; à Dra. Zilda Arns Neumann - Pastoral da Criança e na última Convenção em 2001 ao Deputado Federal Paulo Paim, em 2003, Dr. Ibsen Valls Pinheiro, Secretário Estadual da Comunicação Social e em 2005 Ministro do Superior Tribunal Dr. Maurício Corrêa.

Foi escolhido para ser homenageado em 2007 o Professor Roberto Romano do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP. Pelo seu intenso e frutífero trabalho sobre Ética, Democracia, Direitos Humanos e Defesa do Ensino Público. A Medalha será entregue em Solenidade a ser realizada na sede da B’nai B’rith do Brasil, Rua Caçapava, 105, São Paulo, no dia 1° de dezembro às 20:00 horas no encerramento da 18ª Convenção Nacional.

Representada em uma das faces da Medalha de Direitos Humanos, a efígie do candelabro de sete braços - a MENORÁ - o mais antigo símbolo do judaísmo levado posteriormente para o primeiro Templo erigido para o culto de Deus em Jerusalém - representa para a B’nai B’rith a missão de espalhar e desenvolver a Luz, a Justiça e a Paz, com Beneficência, Fraternidade e Harmonia, sob o manto incontestável da Verdade.


São Paulo, 18 de novembro de 2007


Alberto Liberman

Diretor Nacional de Direitos Humanos da B’nai B’rith do Brasil

domingo, novembro 18, 2007

De Antonio Romane, uma anedota (com pequenas variaçoes).

Nono foi hospitalizado e os filhos, netos e bisnetos vieram de todos os cantos.

Os médicos deixaram que os parentes o levassem para a sua casa, para cumprir seu último desejo: o de morrer em casa, ao

lado de seus entes queridos.

Foi para o quarto e as visitas foram se revezando para tentar consolar e dar conforto ao nono em seu derradeiro momento.

De repente, o nono sentiu um aroma maravilhoso que vinha da cozinha. Era a nona tirando do forno uma fornada de pastiera

di grano.

Os olhos do nono brilharam e ele se reanimou.

Então, pediu ao bisneto que estava ao lado da cama dele:

– Piccolo mio, vai na cojina e pede um pedaxo da pastiera pra nona.

O guri foi e voltou muito rápido.

– E a pastiera?, perguntou o nono.

– A nona disse che no!

– Ma perché no, porca miséria, ma che vecchia disgraziata! Que que ela falô?

– Ela disse que é pro velório.
 

ENVIADO POR ALVARO CAPUTO, NESTE DOMINGO.

STRATFOR
GEOPOLITICAL INTELLIGENCE REPORT

Iraq: Positive Signs
November 13, 2007 2036 GMT


By George Friedman

The latest reports concerning the war in Iraq suggest the situation is looking up for the United States. First, U.S. military and Iraqi civilian casualties continue to fall. Second, there are confirmed reports that Sunni insurgents controlled by local leaders have turned on al Qaeda militants, particularly those from outside the country. Third, the head of U.S. Central Command, in an interview with the Financial Times, implied that an attack against Iran is a distant possibility.

It is tempting to say the United States has turned the corner on the war. The temptation might not be misplaced, but after many disappointments since 2003, it is prudent to be cautious in declaring turning points -- and it is equally prudent not to confuse a turning point with a victory. That said, given expectations that the United States would be unable to limit violence in Iraq, and that Sunni insurgents would remain implacable -- not to mention the broad expectation of a U.S. attack against Iran -- these three points indicate a reversal -- and must be taken seriously.

The most startling point is the decline in casualties, and particularly the apparent decline in sectarian violence. Explaining this is difficult. It could simply be the result of the more efficient use of U.S. troops in suppressing the insurgency and controlling the Shiite militias. If that were the only explanation, however, it would be troubling. Standard guerrilla warfare doctrine holds that during periods of intense enemy counterinsurgency operations, guerrillas should cease fighting, hide weapons and equipment and blend into the civilian population. Only after the enemy shifts its area of operations or reduces operational tempo should the guerrillas resume combat operations. Under no circumstances should insurgents attempt to fight a surge.

Therefore, if we were considering U.S. military operations alone, few conclusions could be drawn until after the operations shifted or slowed. In addition, in a country of 25 million, the expectation that some 167,000 troops -- many of them not directly involved in combat -- could break the back of an entrenched insurgency is optimistic. The numbers simply don't work, particularly when Shiite militias are added to the equation. Therefore, if viewed simply in terms of military operations, the decline in casualties would not validate a shift in the war until much later, and our expectation is that the insurgency would resume prior levels of activity over time.

What makes the situation more hopeful for the United States is the clear decline in civilian casualties. Most of those were caused not by U.S. combat operations but by sectarian conflict, particularly between Sunnis and Shia. Part of the decline can be explained by U.S. operations, but when we look at the scope and intensity of sectarian fighting, it is difficult to give U.S. operations full credit. A more likely explanation is political, a decision on the part of the various sectarian organizations to stop operations not only against the Americans but also against each other.

There were two wars going on in Iraq. One was against the United States. The more important war, from the Iraqi point of view, was the Sunni-Shiite struggle to determine who would control Iraq's future. Part of this struggle, particularly on the Shiite side, was intrasectarian violence. All of it was political and, in a real sense, it was life and death. It involved the control of neighborhoods, of ministries, of the police force and so on. It was a struggle over the shape of everyday life. If either side simply abandoned the struggle, it would leave a vacuum for the other. U.S. operations or not, that civil war could not be suspended. To a significant extent, however, it has been suspended.

That means that some political decisions were made, at least on the local level and likely at higher levels as well, as several U.S. authorities have implied recently. Civilian casualties from the civil war would not have dropped as much as they have without some sort of political decisions to restrain forces, and those decisions could not be made unilaterally or simply in response to U.S. military pressure. It required a set of at least temporary political arrangements. And that, in many ways, is more promising than simply a decline because of U.S. combat operations. The political arrangements open the door to the possibility that the decline in casualties is likely to be longer lasting.

This brings us to the second point, the attacks by the Sunnis against the jihadists. Immediately after the invasion in 2003, the United States essentially attempted to strip the Sunnis -- the foundation of Saddam Hussein's strength -- of their power. The U.S. de-Baathification laws had the effect of eliminating the Sunni community's participation in the future of Iraq. Viewing the Shia -- the victims of Hussein's rule -- as likely interested not only in dominating Iraq but also in retribution against the Sunnis, the Sunni leadership, particularly at the local level, supported and instigated an insurgency against U.S. forces. The political purpose of the insurgency was to force the United States to shift its pro-Shiite policy and include the Sunnis, from religious to Baathist, in the regime.

Given the insurgency's political purpose, the power of U.S. forces and the well-organized Shiite militias, the Iraqi Sunnis were prepared to form alliances wherever they could find them. A leading source of support for the Iraqi Sunnis came from outside Iraq, among the Sunni jihadist fighters who organized themselves under the banner of al Qaeda and, weapons in hand, infiltrated the country from outside, particular through Syria.

Nevertheless, there was underlying tension between the local Sunnis and the jihadists. The Iraqi Sunnis were part of the local power structure, many having been involved in the essentially secular Baath Party, and others, more religious, having remained outside the regime but ruled by traditional tribal systems. The foreign jihadists were revolutionaries not only in the sense that they were prepared to fight the Americans but also in that they wanted to revolutionize -- radically Islamize -- the local Sunni community. By extension, they wanted to supplant the local leadership with their own by supporting and elevating new local leaders dependent for their survival on al Qaeda power.

For an extended period of time, the United States saw the Sunni insurgency as consisting of a single fabric. The local insurgents and the jihadists were viewed as the same, and the adopted name of the jihadists, al Qaeda, caused the Americans to see them as the primary enemy. Over time, and particularly since the death of al Qaeda in Iraq leader Abu Musab al-Zarqawi, the United States has adopted a more nuanced view of the Sunni insurgency, drawing a distinction between the largely native Iraqi insurgents and the largely foreign jihadists.

Once this occurred and the United States began to make overtures to the native Iraqi insurgents, the underlying tensions between the foreign jihadists and the Iraqi insurgents emerged. The Sunnis, over time, came to see the jihadists as a greater danger to them than the Americans, and by the time U.S. President George W. Bush last visited Iraq, several Sunni leaders were prepared to be seen publicly with him. The growing animosities eventually turned into active warfare between the two factions, with al Qaeda being outnumbered and outgunned and the natives enjoying all of the perks of having the home-court advantage.

From the U.S. point of view, splitting the Sunni insurgency politically and militarily was important not only for the obvious reasons but also for influencing the Shia. From a Shiite point of view -- and now let's introduce Iran, the primary external backer of Iraq's Shiites -- the worst-case scenario would be the re-establishment of a predominantly Sunni government in Baghdad backed by the U.S. military. The political accommodation between the United States and the Iraqi Sunnis represented a direct threat to the Shia.

It is important to recall that Hussein and his Baathist predecessors -- all Sunnis leading a predominantly Sunni government -- were able to dominate the more numerous Shia for decades. The reason was that the Shia were highly fragmented politically, more so than the Sunnis. This historic factionalization made the Shia much weaker than their numbers would have indicated. It was no accident that the Sunnis dominated the Shia.

And the Shia remained fragmented. While the Sunnis were fighting an external force, the Shia were fighting both the Sunnis and one another. Given those circumstances, it was not inconceivable that the United States would try, and perhaps succeed, to re-establish the status quo ante of a united Iraq under a Sunni government -- backed by U.S. power until Iraq could regenerate its own force. Of course, that represented a reversal of the original U.S. goal of establishing a Shiite regime.

For Iran, this was an intolerable outcome because it would again raise the possibility of an Iran-Iraq war -- in which Iran might take another million casualties. The Iranian response was to use its influence among the competing Shiite militias to attack the Sunnis and to inflict casualties on American troops, hoping to force a withdrawal. Paradoxically, while the jihadists are the Iranians' foe, they were useful to Tehran because the more they attacked the Shia -- and the more the Shia retaliated -- the more the Sunnis and al Qaeda aligned -- which kept the United States and the Sunnis apart. Iran, in other words, wanted a united Sunni-jihadist movement because it would wreck the emerging political arrangements. In addition, when the Iranians realized that the Democrats in the U.S. Congress were not going to force a U.S. withdrawal, their calculations about the future changed.

Caught between al Qaeda and the militias, the Sunnis were under intense pressure. The United States responded by conducting operations against the jihadists -- trying to limit engagements with Iraqi Sunni insurgents -- and most important, against Shiite militias. The goal was to hold the Sunnis in the emerging political matrix while damaging the militias that were engaging the Sunnis. The United States was trying increase the cost to the Shia of adhering to the Iranian strategy.

At the same time, the United States sought to intimidate the Iranians by raising, and trying to make very real, the possibility that the United States would attack them as well. As we have argued, the U.S. military options are limited, so an attack would make little military sense. The Iranians, however, could not be certain that the United States was being rational about the whole thing, which was pretty much what the United States wanted. The United States wanted the Shia in Iraq to see the various costs of following the Iranian line -- including creating a Sunni-dominated government -- while convincing the Iranians that they were in grave danger of American military action.

In this context, we find the third point particularly interesting. Adm. William Fallon's interview with the Financial Times -- in which he went out of its way to downplay the American military threat to Iran -- was not given by accident. Fallon does not agree to interviews without clearance. The United States was using the interview to telegraph to Iran that it should not have undue fear of an American attack.

The United States can easily turn up the heat again psychologically, though for the moment it has chosen to lower it. By doing so, we assume Washington is sending two messages to Iran. First, it is acknowledging that creating a predominantly Sunni government is not its first choice. Also, it is rewarding Iran for the decline in violence by the Shiite militias, which undoubtedly required Tehran to shift its orders to its covert operatives in Iraq.

The important question is whether we are seeing a turning point in Iraq. The answer is that it appears so, but not primarily because of the effectiveness of U.S. military operations. Rather, it is the result of U.S. military operations coupled with a much more complex and sophisticated approach to Iraq. To be more precise, a series of political initiatives that the United States had undertaken over the past two years in fits and starts has been united into a single orchestrated effort. The result of these efforts was a series of political decisions on the part of various Iraqi parties not only to reduce attacks against U.S. troops but also to bring the civil war under control.

A few months ago, we laid out four scenarios for Iraq, including the possibility that that United States would maintain troops there indefinitely. At the time, we argued against this idea on the assumption that what had not worked previously would not work in the future. Instead, we argued that resisting Iranian power required that efforts to create security be stopped and troops moved to blocking positions along the Saudi border. We had not calculated that the United States would now supplement combat operations with a highly sophisticated and nuanced political offensive. Therefore, we were wrong in underestimating the effectiveness of the scenario.

That said, a turning point is not the same as victory, and the turning point could turn into a failure. The key weaknesses are the fragmented Shia and the forces and decisions that might emerge there, underwritten by Iran. Everything could be wrecked should Iran choose to take the necessary risks. For the moment, however, the Iranians seem to be exercising caution, and the Shia are responding by reducing violence. If that trend continues, then this really could be a turning point. Of course, any outcome that depends on the Shia and Iranians doing what the United States hopes they will do is fragile. Iran in particular has little interest in giving the United States a graceful solution unless it is well compensated for it. On the other hand, for the moment, Tehran is cooperating. This could simply be another instance of Iran holding off before disappointing the United States, or it could mean it has reason to believe it will be well compensated. Revealing that compensation -- if it is coming -- is the next turn of the wheel.

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