segunda-feira, setembro 10, 2007

Defensor de Renan Calheiros, o senador Almeida Lima enviou artigo ao meu amigo Alvaro Caputo. Que deu resposta condigna. Apoio Caputo absolutamente!

Nota: no artigo que o senador remeteu para Alvaro Caputo, existia seu rosto luzidio, sorridente. Como se existisse fato alvissareiro a comemorar neste país desgraçado pela corrupção política. Por respeito à nossa tristeza, deixo de publicar o referido retrato. Caro Alvaro Caputo: concordo com você em genero, número e caso!

Roberto Romano

Segue, primeiro, a resposta de Alvaro Caputo, depois a obra de arte senatorial:

Senador
se eu não vivesse no Brasil, ficaria chocado com este seu email. Mas não me espanta mais nada.
Voce (não ha como trata-lo com mais respeito)
1. é parte da base do "governo mais corrupto da história" na opinião abalizada de um dos seus ministros
2. É aliado do Partido que tem seus principais dirigentes denunciados por crimes  pelo STF (lembro-me ainda de suas veementes
denuncias contra o José Dirceu no Senado Federal, no episodio do mensalão ........)
3. é aliado do senador (com minusculas) que foi, "coerentemente" lider do governo Collor, ministro do FHC e baluarte na defesa do
governo mais corrupto da historia (segundo seu ministro) e do partido dos denunciados pelo STF
4. Acha que não é quebra de decoro um senador usar um empregado de empreiteira para pagar , secretamente, pensão de um caso
extra-conhugal, colocando-se nas mãos do mesmo ....
Veja que não estou falando sobre as acusações da  " midia abjeta", a quem voce tanto ataca (como os seus aliados do PT, por sinal...).
O que ainda me choca (um pouco só, confesso), é sua pose de vestal da ética.......
Senador, va chafurdar na lama com seus aliados, Renans, Jucas, PTs, e todos os que estão transformando o Brasil no paraiso da
falta de ética e  os brasileiros sérios em palhaços, .
Tenha a coragem de assumir de uma vez por todas que o senhor é parte ativa do espetaculo triste a que, impotentemente, assistimos.....
Poupe-me de seus emails, por favor.....
Alvaro Caputo

----- Original Message -----
From: SENADOR ALMEIDA LIMA
To: alvarocaputo@uol.com.br
Sent: Sunday, September 09, 2007 10:54 PM
Subject: SEDE DE JUSTIÇA


09 de setembro de 2007
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Artigo


Sede de justiça
          

              Embora eu tenha convicção de que o caso Renan Calheiros será arquivado, mesmo assim, qualquer que seja a decisão que o Senado Federal venha a tomar na próxima quarta-feira eu sairei desse episódio fortalecido em minhas convicções e conquistando um rico e diversificado manancial que será captado sempre que desejar ampliar e aprofundar as reflexões que faço acerca da natureza do Homem – a sua diversidade de caráter, as distorções de personalidade (virtudes e fraquezas), seus valores morais e até mesmo a ética, entendida como a apreciação que se faz da conduta humana, e que hoje procura considerar “virtudes” todas as suas debilidades, desde que sirvam de instrumentos para alcançar o sucesso. É desta forma que o oportunismo, a demagogia, a leviandade, a deslealdade, a simulação, a dissimulação, a hipocrisia e tantas outras nulidades têm sido consideradas comportamentos normais, aceitos por essa “ética de conveniência” e, automaticamente, incorporados à vida moral dessa “sociedade” abominável.
            Este episódio do Senador Renan Calheiros me deu a condição de observador participativo. Nele eu mergulhei em profundidade e dele conheço todas as suas entranhas. Estive durante todo este tempo em uma posição qualificada, pois eqüidistante de qualquer sentimento que não fosse o de fazer justiça, observando tudo nos seus mínimos detalhes e a todos nos seus mínimos comportamentos. Hoje me sinto em condições de dar a minha contribuição para que o Senado Federal não seja transformado numa instituição desqualificada pela submissão ao medo, pela covardia e pela alienação de parte de seus membros, como tenta infundir e impingir a imprensa nacional que atinge ao seu mais baixo nível de jornalismo.
            Estamos diante de uma mídia abjeta, desqualificada, torpe, impudica e manipuladora dos fatos e das pessoas, cujo objetivo é a difusão de que é poderosa para se fazer temida e, assim, fazer-se substituir às instâncias do Poder e, a partir daí, ditar os seus interesses e os interesses de quem, circunstancialmente, estiver a representar. Tudo isto tem sido obra da opinião publicada, uma resultante da divulgação distorcida de fatos e da “análise” desses mesmos fatos já distorcidos elaborada bem a gosto de uma parcela da sociedade que vive em conflito, até mesmo legítimo, com o Poder constituído e de outra parcela bem alienada que tem servido de massa de manobra e que tem trânsito permanente na internet.
            Este é o instrumento de pressão que se aplica contra aqueles que, de fato, têm contas a prestar ou têm culpa no cartório, como se diz no popular, e contra os fracos de espírito e de convicção que se deixam impregnar da assertiva de que eles próprios e o Senado Federal somente ficarão de bem com a opinião pública se promoverem a cassação de qualquer de seus membros, mesmo que se tenha certeza de que se estará a cometer uma ignominiosa injustiça. No entanto, este instrumento de pressão jamais poderá alcançar e submeter aqueles que não atendem a este perfil, daí, resistir ser preciso.
            Sabe-se que a atividade política já desfruta de uma ética especial, mas a ânsia pelo Poder tem levado certos políticos a querer se atribuir o direito a comportamentos que pretende considerar “morais”, embora extravagantes e dissociados de qualquer padrão ético aceitável em qualquer tempo ou lugar. A verdade é que jamais se construirá uma Nova Ordem Moral sem a defesa e a manutenção de princípios morais como a verdade e a justiça tão vilipendiados nesse episódio do Senador Renan Calheiros.
              Portanto, aqueles que vivem a chafurdar como os porcos, cometem o equívoco de imaginar não ser crível um político abraçar uma causa impulsionado, tão somente, pelo sentimento de justiça. Por certo esses desconhecem ou não crêem na palavra de Cristo em Mateus 5.6 que diz: “Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos”.


 
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