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segunda-feira, setembro 03, 2007

No blog de Marta Bellini...

JOBIM FOI SÓCIO E PROFESSOR DO ADVOGADO DE RENAN CALHEIROS

(por DÉBORA PRADO Colaboração para a Folha Online)

O ministro Nelson Jobim (Defesa) foi sócio do escritório de advocacia que defende o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, no processo contra o peemedebista no Conselho de Ética da Casa.Renan é acusado de utilizar recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso --com quem tem uma filha fora do casamento.

Segundo informou o escritório de advocacia, Jobim foi sócio de Eduardo Ferrão, advogado de Renan, e Paulo Baeta, em Brasília, quando era deputado federal. De acordo com Ferrão, Jobim se desligou do escritório para atuar no STF (Supremo Tribunal Federal). O ministro também foi professor de Ferrão na Faculdade de Direito de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.Neste sábado, Jobim se reuniu com Renan e Ferrão na residência oficial do presidente do Senado --às vésperas da votação do relatório em que o peemedebista é acusado de quebra de decoro parlamentar. Ex-presidente do STF, Jobim, após o encontro, deixou o local no carro do advogado de Renan.

De acordo com Ferrão, a reunião tratou apenas de "questões político-partidárias do PMDB". "Não se falou em momento nenhum na defesa de Renan". Nos bastidores, no entanto, a especulação é que Jobim esteja auxiliando na defesa do presidente do Senado.O Conselho de Ética do Senado vai colocar em votação, na próxima quarta-feira, o relatório dos senadores Marisa Serrano (PSDB-MS) e Renato Casagrande (PSB-ES) que aponta oito motivos para o senador perder o mandato.


Por Elio Gaspari: Folha de São paulo 2/9/07

URTICÁRIA


A edição do livro "Direito à Memória e à Verdade", da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, é um excelente contraponto para outra publicação do governo de Nosso Guia, os 15 volumes de "1964 - 31 de março", editados em 2003. Eles reúnem 250 entrevistas de admiradores da ditadura (exceção para José Genoino).

As vozes militares vêm de 216 oficiais, quase todos da reserva. Deles, pelo menos 60 passaram pelo aparelho de segurança e informações do regime militar e oito serviram nos DOI-Codi. Publicada pela Biblioteca do Exército, a obra foi concebida no governo de FFHH.Tem coisas assim: "Acabamos com o terrorismo no Brasil, doa a quem doer.

Por isso eles vivem falando em torturas (...)" (tenente coronel Orestes da Rocha Cavalcanti). Ou ainda: "A "canalha", caluniando e mentindo, vai passando às novas gerações a imagem de que houve uma "ditadura militar" (...) O atual governo (FFHH) comunga com a "canalha'" (general Anápio Gomes Filho.)

"Direito à Memória" atualiza a documentação publicada em 1999, em "Os Filhos deste Solo". Cada um dos 339 mortos ou desaparecidos é lembrado com uma curta biografia e o resumo dos argumentos de suas famílias na busca de reparações. É matéria para pesquisadores e, felizmente, seu conteúdo irá para a internet.Como os companheiros não foram capazes de achar nos arquivos do governo nem sequer papéis que já são públicos, acessíveis no CPDOC, acrescentou-se pouco à busca da verdade. "Direito à Verdade" provocou alguns acessos de urticária. São produto da saudade da anarquia militar e da ditadura.

Postado por Marta Bellini às 5:16:00 PM 0 comentários Links para esta postagem

Marcadores: Ditadura
Mensalão

Por Elio Gaspari, Folha de São Paulo

IDELI SALVATTI, O BEATLE E JOHN KENNEDY

A nação petista tem o hábito de atribuir qualquer coisa a outra coisa. Nada é o que é, tudo é o que parece não ser, como se a sabedoria companheira fosse capaz de captar conspirações imperceptíveis para a escumalha. Assim, a senadora Ideli Salvatti viu o efeito da mão invisível no fato de o Supremo ter julgado a denúncia contra os mensaleiros na mesma semana em que se realiza o congresso do Partido dos Trabalhadores.

Diz a senadora: "Nada acontece por acaso. Esse julgamento poderia ter sido em qualquer momento".
Aceitando-se que uma feitiçaria subordinou a agenda do STF à do PT, fica estabelecida uma conexão entre a guitarra Rickenbacker 425 de George Harrison e o rifle Mannlicher-Carcano de Lee Oswald.

Como nada acontece por acaso, em setembro de 1963 o Beatle comprou a guitarra porque Oswald comprara o rifle em março. A Rickenbacker foi usada por Harrison num concerto na Inglaterra, no dia 20 de novembro. Dois dias depois, Oswald dedilhou o Mannlicher e explodiu a cabeça do presidente John Kennedy.

TAMANHO DA CONTA

Segundo os cálculos de quem entende, os 40 mensaleiros já gastaram entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões com advogados.Nesse cálculo leva-se em conta que alguns denunciados foram defendidos de graça, enquanto outros deixaram os olhos da cara.A partir de agora, começa outra conta, na bandeira2.

NOS CASCOS

Lula soube, de boa fonte, que a denúncia por formação de quadrilha pelos seus meninos do mensalão dificilmente seria aceita. Seu plantel parecia tinir nos cascos.

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