terça-feira, fevereiro 12, 2008

De Alvaro Caputo, a indicaçao de uma outra biografia de Mcain. Importa muito pensar. Nada saudavel o OBA OBA para OBAma...pela ex-querda.

O ex-militar McCain nunca se dá por vencido

John McCain, um ex-militar de 71 anos, famoso por ter sido prisioneiro de guerra, desbancou os seus rivais republicanos nas primárias de New Hampshire, numa vitória que renova suas chances na corrida presidencial, após a derrota em Iowa.Filho e neto de almirantes da Marinha, o senador pelo Arizona é um lutador nato. Conhecido pelo bom senso e pelo caráter franco, chegou a enfrentar o seu partido em temas como a tortura e a Guerra do Iraque.

Em sua biografia se destacam os mais de cinco anos que passou num campo de prisioneiros no Vietnã. Ele foi torturado e tentou o suicídio. Foi preso em outubro de 1967, aos 31 anos, quando o seu bombardeiro A-4 Skyhawk foi derrubado sobre Hanói. Apareceu num lago com os dois braços quebrados e um joelho destruído. Os vietnamitas deixariam que ele morresse se não tivessem visto que era um McCain. Os vietnamitas tentaram utilizar o prisioneiro como arma de propaganda, informando que haviam capturado o filho de um almirante. Mas McCain se mostrou resistente. Seus insultos aos guardas eram freqüentes, dizem os ex-prisioneiros que estiveram com ele em Hoa Lo.

Recusou-se a ser libertado antes dos presos que estavam há mais tempo que ele no campo de detenção vietnamita. Isso valeu o respeito e a admiração de seus companheiros. Recuperou a liberdade em 1973, quando retornou aos EUA de muletas, transformado em herói. À sua espera estava Carol Shepp, uma ex-modelo da Filadélfia com quem tinha se casado antes de partir para o Vietnã. O casal teve um filho e se divorciou em 1980. Um mês depois de se separar de Shepp, McCain se casou de novo, desta vez com a filha de um magnata de Phoenix (Arizona), Cindy Hensley, sua atual mulher. Os dois têm quatro filhos: Meghan, Jack, Jimmy e Bridget, adotada em Bangladesh.

Os recém-casados se instalaram no Arizona, onde começou a carreira política de McCain. Em 1982, um ano após deixar seu posto de ligação da Marinha com o Senado, foi eleito legislador. Quatro anos mais tarde, tornou-se senador. Em 2000 tentou, sem sucesso, ser indicado candidato presidencial republicano. Ele venceu em New Hampshire, mas perdeu mais tarde a batalha com George W. Bush, o atual presidente. A dura campanha orquestrada contra ele pelos partidários de Bush e sua incapacidade para conseguir o respaldo da direita religiosa afogaram suas ambições presidenciais. O senador confessou esta semana que quando perdeu a disputa sofreu muito. "Eu me comportava como um bebê: dormia oito horas, acordava e chorava. Espero que este ano não aconteça a mesma coisa", disse, numa entrevista.

Após a derrota, retornou ao Senado como o republicano de maior categoria do Comitê de Serviços Armados. Durante os últimos anos foi um firme defensor da Guerra do Iraque. Mas criticou a Casa Branca e o Pentágono pelo que chamou de má gestão do conflito. Sua disposição para enfrentar o partido voltou a ficar nítida após os escândalos de tortura no Iraque e na prisão militar de Guantánamo. Alvo dos abusos físicos na própria carne, denunciou as práticas e defendeu uma legislação para proibir o tratamento desumano dos suspeitos de terrorismo. Seus velhos ferimentos de guerra e as seqüelas da tortura, agravadas pela artrite, fazem que McCain manque ligeiramente. Além disso, teve três episódios de melanoma, a forma mais agressiva do câncer de pele, e ficou com marcas na bochecha esquerda. "Tenho mais cicatrizes que Frankenstein", reconheceu esta semana. Mas acrescentou que as marcas e rugas não querem dizer que seja velho demais para governar, e sim sábio o bastante para vencer rivais mais jovens, como Barack Obama.
EFE

Agência EFE

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