terça-feira, fevereiro 19, 2008

Novamente, meus pontos de vista e o dos colegas, dos quais discordo.

Portal O Estado de São Paulo : http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac126711,0.htm

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008, 19:32 | Online

Para analistas, economia explica altos índices do governo Lula

Pesquisa divulgada nesta segunda revela índices recordes de aprovação do presidente, os maiores desde 2003
Gisele Silva, do estadao.com.br

SÃO PAULO - Analistas ouvidos pelo estadao.com.br foram unânimes em dizer que os altos índices de popularidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva refletem o bom momento econômico do País. E ainda que, diante dos bons resultados nessa área, o escândalo dos cartões corporativos perdeu força.

Nesta segunda-feira, 18, pesquisa CNT/Sensus mostrou um aumento na avaliação positiva do governo Lula - de 46,5% para 52,7% em janeiro - e a aprovação do presidente cresceu - de 62,1% para 66,8%. Os índices são os maiores registrados desde janeiro de 2003, início do primeiro mandato. O resultado mostra que o escândalo dos cartões corporativos não afetou Lula e o governo, apesar de 48% dos entrevistados dizerem o contrário.

"O que faz que essas denúncias não colem está relacionado diretamente à situação econômica. Esse tipo de denúncia (dos cartões) até cria irritação no campo moral, mas esses resultados da economia criam uma satisfação no campo econômico. E isso acaba não influindo na avaliação negativa do governo", explica Marco Antonio Villa, historiador e professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar).

Para ele, fatores como o lado carismático do presidente e os programas sociais do governo não surtiram efeito e não explicam o aumento de popularidade nessa pesquisa porque já foram absorvidos em outro momento. "A questão econômica é elemento determinante", voltou a afirmar.

Para Roberto Romano, professor de ética e filosofia política da Unicamp, é preciso ir além do "efeito teflon" para explicar o descolamento do governo Lula e da figura do presidente de escândalos como o do mensalão e agora o dos cartões corporativos. Segundo ele, a oposição não avança nas suas denúncias até chegar a Lula porque "tem receio de que a bomba estoure do seu lado também".

"O que me parece mais grave do ponto de vista ético-político é que ninguém na oposição ultrapassou o limite e chegou a indicar corrupção na pessoa do presidente", afirmou. E lembrou que o mensalão acabou parando "no colo" do senador tucano Eduardo Azeredo, ex-governador de Minas.

O cientista político Fábio Wanderley Reis, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), diz que o resultado do levantamento mostra que, do ponto de vista do eleitorado popular, há um viés de artificial na tentativa da oposição de tornar as denúncias um assunto quente. "Não é suficiente para afetar a imagem do presidente", afirmou.

Ele explicou ainda que o fato de 64% dos pesquisados dizerem conhecer o escândalo não significa que essa declaração tenha conseqüências reais sobre a percepção das denúncias. "Não há razão para se esperar grande consistência de um eleitorado que é desinformado e desatento", avaliou.

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